quinta-feira, julho 31

Sex Pistols - God Save the Queen (Studio)

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100 anos de Umbanda



100 anos de Umbanda

Por Gunter Axt
Rituais de incorporação de entidades eram conhecidos no Brasil colonial. Mas não foram apanágio de escravos ou caboclos. Já em 1818, no Rio de Janeiro, funcionava um Círculo Homeopático, onde médicos e médiuns ministravam passes e receitas. Em 1873, surgiu no Rio de Janeiro o primeiro grupo que abraçava a doutrina kardecista. Em 1884, fundou-se a Federação Espírita Brasileira, que pretendia congregar os centros em todo o País. Em 1889, Alan Kardec, em espírito, revelou aos brasileiros, por intermédio de um médium, a importância que teriam na difusão mundial da doutrina. Em 1891, entretanto, o novo Código Penal criminalizou a homeopatia e os passes mediúnicos. Os kardecistas se insurgiram contra a medida, mas pretenderam se diferenciar do chamado baixo espiritismo, mais popular. Apesar das adversidades, o kardecismo espalhou-se pelo país e desenvolveu-se especialmente em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Surgiram federações, confederações, sociedades. Divergências internas e de doutrinas também não se fizeram esperar, como mostram Maria de Lourdes Janotti e Beatriz Lang.

Uma das mais célebres começou no dia 15 de novembro de 1908. Justamente o dia da proclamação da mesma República com fumaças europeizantes que criminalizara as práticas mediúnicas populares. O Caboclo Sete Encruzilhadas teria se manifestado pela primeira vez, numa sessão kardecista em Niterói. Com a pretensão de cientificidade e traduzindo a hierarquização da sociedade brasileira, os kardecistas rechaçavam as incorporações dos espíritos de índios e escravos negros, considerados pouco evoluídos.

O aparelho era um rapaz de 17 anos, chamado Zélio de Moraes. Filho de militar, se preparava para ser cadete na Marinha. Militar também era o diretor da casa espírita que recebera Zélio para ajudá-lo a curar-se do mal que então o afligia - espécie de ataques que o faziam falar em línguas estranhas, andar curvado, ou então lépido e felino, ou ainda cair prostrado com uma estranha paralisia.

Repelidos, o jovem Zélio e o Caboclo Sete Encruzilhadas acabaram fundando em São Gonçalo a primeira tenda de Umbanda: " haverá uma mesa posta a toda e qualquer entidade que queira se manifestar, independentemente daquilo que haja sido em vida. Todos serão ouvidos. Nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais, ensinaremos os que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não", teria dito o Caboclo. No início dos anos 1920, médium e espírito ajudaram a estruturá-la e apoiaram novos centros. Em 1939, fundou-se a primeira federação brasileira dos centros umbandistas.

Assim, mais ou menos na mesma época em que Oswald de Andrade divulgava o Manifesto Antropofágico, Mário de Andrade sublinhava a importância da cultura imaterial brasileira (conclamando ao olhar sobre o folclore, os hábitos, os costumes e a estética do interior do Brasil), Tarsila do Amaral pintava aquela "coisa do mato" batizada Abapuru e eclodia o Movimento Tenentista reivindicando a democratização da política; a Umbanda acaboclava e africanizava o kardecismo, conferindo posição de prestígio a Pretos Velhos e sua vivência de senzala, aos índios com a alma impregnada pelo mato e às pombas giras e seus hábitos insinuantes das periferias urbanas. Combinando aspectos da pajelança indígena, dos rituais africanos, do kardecismo, do catolicismo popular e até do esoterismo oriental, a Umbanda já de saída mostrou-se uma elaborada fórmula de sincretismo e uma profunda manifestação antropofágica, no sentido justamente dado por Oswald - isto é, uma hibridização cultural, como diria o historiador Peter Burke, entre diversos marcos identitários, um diálogo que produziu uma nova síntese.

Esta síntese revelou adaptação ao meio urbano, social e político. Baniu o sacrifício de animais e repeliu a feitiçaria, procurando se diferenciar dos rituais africanos e, assim, escapar à perseguição da polícia. Neste sentido, a Umbanda "desafricanizou" o candomblé, mas possibilitou a sobrevida dos orixás no ambiente urbanizado que então se formava. Afinal, as matanças rituais demandavam o fornecimento de aves, cabritos, ovelhas..., a existência de terrenos baldios, praias e encruzilhadas para os despachos, o rufar de atabaques varando a madrugada. Elementos, enfim, cada vez mais indisponíveis nas cidades, ou cada vez menos tolerados por uma sociedade que aspirava se "aburguesar".

A antropóloga norte-americana Diana Brown, nos anos 1960, concluiu serem os centros desta religião formados eminentemente por pessoas oriundas das classes médias, insatisfeitas com a rigidez do kardecismo e observadoras atentas da macumba, cuja carga dramática era certamente mais intensa. Muitos dos freqüentadores, aliás, seguiam sendo militares. Foi uma das primeiras representantes da alta cultura a rechaçar a tese de que a Umbanda seria um símbolo do subdesenvolvimento brasileiro, sustentado por setores mais pobres e menos escolarizados da população, como de resto pensava, então, a maior parte da elite intelectual tupiniquim.

O nacionalismo do período Vargas, antes e durante o Estado Novo, beneficiou genericamente a Umbanda. Desempenhava um papel importante à valorização de índios e escravos. Na década de 1930, quando a Umbanda se consolidava, como registra o antropólogo Émerson Giumbelli, Chico Xavier afirmava-se no kardecismo e o Santo Daime surgia no Acre. Haveria, portanto, esta tendência de valorização do caráter nacionalista nas religiões. Paralelamente, Gilberto Freyre, cuja obra celebrava a mestiçagem biológica e cultural do brasileiro, promovia em 1934, em Recife, um congresso das religiões afro-brasileiras.

Nada disso impediu, entretanto, as perseguições. Durante o Estado Novo, a polícia invadiu centros, prendeu médiuns e tentou reprimir sessões. O ambiente populista dos anos 1950 favoreceu, pelo menos de início, a Umbanda. Políticos envolviam-se nas atividades dos centros e procissões começaram a sair em Copacabana e no litoral de São Paulo.

Em 1964, caiu a exigência de registro obrigatório dos terreiros na polícia. Paralelamente, entretanto, a Igreja Católica reorganizava-se para participar na vida política nacional. Em épocas de marchas da Família, com Deus e pela Propriedade, a Umbanda se tornou um alvo. Na década de 1970, quando aliviava a campanha católica, despertava a das religiões neo-pentecostais, que se voltaram contra os rituais afro-brasileiros com extremo vigor, apesar de terem até absorvido alguns de seus elementos, como o descarrego. Desde então, a Umbanda tem perdido seguidores nas favelas do Rio de Janeiro, onde os terreiros cada vez mais são substituídos por igrejas pentecostais. Nos sensos verifica-se tendência de queda real da ordem de 20% de brasileiros que se declaram umbandistas.

Em outras cidades, contudo, há vigor. Em São Paulo, há diversidade: da Umbanda branca, ligada ao catolicismo popular, à Umbanda de caboclo ou à traçada com o Candomblé, mais ligada às raízes africanas. Em Porto Alegre, parte significativa dos centros umbandistas se associou à tradição africana, aos chamados terreiros de Nação, dando origem a centros chamados de Umbanda cruzada com Nação.

Nestas casas de religião, os umbandistas se reúnem uma vez por semana, numa corrente mediúnica. Vestem branco, costumam estar descalços, repetem orações amparadas na Bíblia e entoam, em português, pontos inspirados na música popular e na mitologia dos Orixás. As orações de abertura e encerramento das sessões estão escritas em livros, que circulam com diminutas variações entre as várias casas. Sim, porque a Umbanda cultua as divindades espirituais, mas também se remete ao Deus cristão, princípio de todas as coisas.

Em geral, há equilíbrio no trabalho com Caboclos, Exus, Pretos Velhos... Uma sessão por mês dedicada a cada linha. Não há oferendas, mas há festas em homenagem aos Caboclos da casa. Nos dias de Pretos Velhos, há rapaduras, cachimbos, guimbas, um pouco de cachaça com melado e farofa, Pepsi Cola... Quatro vezes por ano, os umbandistas costumam se reunir nas cerimônias de cruzamento, fora do ambiente da Casa. Há o cruzamento de praia, o de cachoeira, o de mata e o de rio. Tanto nas sessões quanto nos cruzamentos, os médiuns incorporam entidades e não há segredo sobre estas incorporações. Pessoas de fora da corrente afluem para receber passes de descarrego e se consultar com as entidades que habitam o reino de Aruanda e vêm ao nosso mundo. Cada casa tem autonomia, mas há um conjunto de regras e princípios éticos que precisam ser respeitados. E as federações fiscalizam.

A Nação é uma variação do candomblé original. Há diferentes tradições inspiradas nas etnias africanas: Jeje, Ijêxá, Oyó, Cabinda. Elas podem se cruzar e formar linhagens inteiras de Pais ou Mães de Santo: Jeje com Ijêxá, Jeje com Oyó, e assim por diante. De cada combinação deriva um ritual diferenciado. Os Filhos de Santo permanecem sempre ligados à tradição na qual foram preparados, mas quando saem da casa adquirem certa autonomia na condução do ritual. Por isso, mesmo dentro de uma tradição, pode haver variação, de uma Casa para a outra. Pouco está escrito, toda a tradição é oral. Não há orações nem pontos, mas rezas, e estas são cantadas ao som dos atabaques e nos dialetos africanos. Para cada reza, há um passo de dança. Associados, contam a história simbólica de um Orixá. Assim, é uma linguagem mnemônica coletiva não apenas oral e musicada, mas também corporal, como registra a etnomusicóloga Ângela Lühning. Uma memória que não se expressa e não se transmite racional ou intelectualmente, mas sensorialmente, gestual e oralmente, em faixa paralela à tradição cultural ocidental e com poderosa capacidade de adaptação ao meio e ao tempo. A predileção dos Orixás por Pepsi Cola quando em acheiro - estado no qual eles interagem mais com as pessoas, brincam, falam como crianças - é um exemplo desta capacidade de adaptação e de hibridização.

Não há correntes mediúnicas, mas rodas de batuque. Os batuqueiros vestem-se com roupas cerimoniais com as cores e guias de seus Orixás de cabeça, isto é, os santos que os governam. Admite-se que as características físicas e psicológicas dos Santos se reflitam nos filhos, valendo para toda uma vida. Assim, os filhos de Oxum tendem a ser ligados à família, adoram penduricalhos de ouro, podem ganhar uns quilinhos a mais e costumam ser chorosos e emotivos. Os filhos de Xangô podem ser azedos, meio mandões, um tanto manipuladores, mas em geral muito justos. Os filhos de Iansã exalam sensualidade. Os de Ogum têm temperamento alegre, irascível, franco e transmitem força física. E assim por diante. Como há Orixás velhos e novos, a idade também reflete. Assim, filhos de Orixás velhos, mesmo quando pessoas jovens tendem a ser reclamonas e movimentam-se "arrastadamente", enquanto os filhos de Orixás novos tendem a ser elétricos e tagarelas. Os batuqueiros jamais sabem quando e como se ocupam com os Orixás. Esta ocupação apenas acontece no ambiente regrado dos batuques, festas coloridas e animadas que varam a madrugada e só acontecem mediante a formalidade de um registro no posto policial mais próximo. Há fartura de comida ritual: canja, arroz com galinha, assados... Os batuques acontecem no dia seguinte a uma cerimônia de matança, quando se procede o sacrifício de aves, carneiros e cabritos. É por meio deste sacrifício que o Orixá se alimenta, se renova, fortalecendo o seu filho e a própria casa. A cada dois anos, um filho participa deste ritual, depois do qual ele precisa ficar alguns dias recolhido a uma total frugalidade: dorme em esteiras no chão, não pode lavar a cabeça, nem ver a luz do sol, nada de celulares, computadores, livros ou televisão. Só meditação, descanso e comilança.

O cruzamento entre a Umbanda e a Nação é uma das explicações para a vitalidade das religiões afro-brasileiras. Numa mesma casa, seguidores da Umbanda podem não freqüentar a Nação e vice-versa, mas, em geral, as práticas se retro-alimentam. Indivíduos estranhos à estética e aos conceitos da cultura africana podem começar a ganhar intimidade com elas justamente pela porta de entrada da Umbanda, que soa menos exótica, menos estranha. Por sua vez, a Umbanda agrega ao espaço da Nação às noções de caridade cristã e de progresso espiritual, estranhas ao universo africano. A Umbanda tem grupos de estudo da doutrina e empenha-se no desenvolvimento da mediunidade. Sobre a Umbanda, escreve-se, psicografa-se, publica-se. Na Nação, não se estuda; se vivencia, se aprende fazendo, vendo e ouvindo os outros: a mediunidade não se desenvolve, acontece. E dela o indivíduo não tem consciência. Na Umbanda, os problemas pessoais são resolvidos pelo exercício continuado da mediunidade, da prática da caridade e pelo estudo da doutrina, como no kardecismo. Na Nação, fazem-se trabalhos. O jogo de búzios desvenda o futuro, responde enigmas, orienta decisões e sugere feitiços.

Sim, pode haver mistificação, mercantilização, exploração de pessoas ingênuas, práticas maldosas. Mas também há gente ética. É uma questão de foro íntimo, de consciência individual. Algo que o mercado, para usar expressão em voga, regula. Pais e Mães de Santo têm reputações. E o falatório constante é essencial nesta cultura oral.

A Nação não estabelece universalismos morais. A noção de pecado é fluída, quase inexistente. Os próprios Orixás são arquétipos repletos de qualidades e defeitos, como qualquer ser humano, numa composição muito próxima aos deuses do Olimpo dos gregos antigos. Não há medo de punição após a morte. Paraíso e Inferno estão presentes na vida real, no aqui e agora. Como registra o sociólogo Reginaldo Prodi, são religiões que aceitam o mundo como ele é, as pessoas como elas são. Não há preconceito contra homossexuais ou prostitutas, contra o sexo antes ou depois do casamento, contra mães solteiras ou seja lá o que for. Não há preconceito racial. Não há nem mesmo exigência de exclusivismo. E por sinal, pessoas que professam outras crenças podem ser vistas consultando o jogo de búzios. E na Umbanda, encerra-se uma sessão com a frase " salve os filhos de fé e os que não têm fé também". Nada de exclusivismos.

O universo amoral da Nação, libertador, sensual e focado na fruição do presente, quase que como uma versão pós-moderna do estoicismo pré-cristão, penetra a Umbanda pela mão das Pombas Giras e dos Exus. Inicialmente temidos pelos seguidores da Umbanda branca, mais kardecista, justamente em função de seu relativismo moral, hoje admite-se que os Exus não são maus a priori. Eles se moldam à forma como são invocados, à maneira como são tratados. Como a Umbanda, porém, encampou a noção de reencarnação e de evolução espiritual do kardecismo, um Exu de luz pode dizer "não" ao exercício do dano ou a excessos perniciosos. E admite-se existirem Exus que mesmo revelando-se embriagados e disformes quando se materializam, são capazes de extraordinárias previsões ou orientações recheadas de conteúdo humanístico.

O Exu é a porta mais ativa de comunicação entre a Umbanda e a Nação. Pertence à Umbanda, mas, uma vez por ano, para ele se mata no prato, isto é, se sacrificam animais. Uma exceção, portanto. É esta cerimônia que abre os caminhos de uma casa cruzada e que permite o início dos trabalhos da Nação. É o Exu, também, o canal mais dinâmico de comunicação com o entorno contemporâneo. O Exu fala a linguagem das ruas, fala a linguagem do povo, e aprende rapidamente o novo. Um Exu e uma Pomba Gira conhecem todas as paixões da época com a qual convivem. Conseguem até mesmo absorver o sentido da tecnologia. O Exu chama um celular de "trim trim", sabe o que é e pode até usá-lo, se necessário for, o que é impossível para um Caboclo.

Enfim, entre Umbanda e Nação, longe de uma ode ao hedonismo ou à falta de responsabilidade para com o Outro. Embora a Nação ensine que cada um deve lutar para realizar os seus desejos na vida presente, não se estimula a promiscuidade, a mentira, a traição e a preguiça. Incesto, violências e pedofilia não são tolerados. Se aceita o indivíduo livre para fazer suas opções e não se discrimina, mas sublinha-se que toda opção importa numa perda e todos precisam assumir responsabilidades. Assim, quem promove o mal, o dano contra outrem, potencializa as chances de atrair também o mal contra si. Os Orixás funcionam como guias espirituais e procuram orientar seus filhos a fazer o bem, a não prejudicar os outros, a estudar, a trabalhar, a cuidar bem de sua família, a fugir dos riscos da vida, como drogas ou a promiscuidade. Trata-se de um diálogo Orixá-crente, eventualmente mediado pelo Pai ou Mãe de Santo, mas sempre personalizado, adaptado a cada indivíduo.

Enquanto a Umbanda esforça-se por adotar e construir uma base doutrinária, um centro de convergência, hierárquico e conceitual, a Nação é essencialmente estruturada na fluidez, na dispersão, como convém, aliás, aos tempos pós-modernos. Ancestral herança africana hibridizada no Brasil moderno. Num tempo em que o conceito de autonomia é a senha - do indivíduo que rege sua própria carreira profissional, aos automóveis, computadores pessoais e celulares que fazem de tudo, já acessando a Internet, passando pela possibilidade crescente do indivíduo de escolher seu destino, de trocar suas identidades culturais -, a explosão de livre-arbítrio individual possibilitada pela Nação e a independência de cada terreiro figuram na instância do ultra-moderno. Para a Umbanda, a Nação é ao mesmo tempo tradição e ultramodernidade. Para a Nação, a Umbanda é um porto seguro, uma ponte com a tradição da cultura ocidental e um arcabouço referencial ético.

Se a Nação conhece o princípio da caridade pela conexão com a Umbanda, as noções de solidariedade e interatividade lhe são estruturantes. É impossível organizar-se um batuque sem o concurso voluntário das pessoas. Todos trabalham. Todos exercem uma função. Cuidar da mesa, lavar o chão, segurar os animais, depenar as aves, cozinhar, integrar a roda... É uma verdadeira manufatura que só se concretiza porque se estabelece uma rede de solidariedade. Todos participam e colaboram. Não há assistência passiva num batuque. E o mais incrível é que esta organização se dá quase que espontaneamente, sem que haja um comando, uma gerência a distribuir tarefas. A inspiração parece ser comum àquela dos mutirões populares dos homens livres na ordem escravocrata, descritos por Maria Sylvia de Carvalho Franco.

Em sua recente passagem por Porto Alegre, Christopher Hitchens, para quem no mundo contemporâneo as grandes religiões monoteístas esgotaram o seu modelo e perderam a razão de existir e para quem a religião em geral a tudo envenena, propôs-me, quando conversávamos sobre a pertinência do ateísmo, a mencionar uma religião que não promovesse a submissão da mulher ao homem, a diluição do indivíduo e da liberdade em face de um arcabouço moral aplastante. Mencionei as religiões afro-brasileiras, que além do exposto até aqui, apresentam grande número de mulheres e até gays na condição de Mães ou Pais de Santo. Hitchens nada sabia sobre estas religiões.

Não há religião perfeita, nem livre de desafios. Não creio que uma seja melhor que outra. Religião é questão de fé e esta é uma decisão de foro íntimo. Registro apenas que as religiões afro-brasileiras ocupam lugar importante em nossa cultura e podem também ser reveladoras dos mecanismos pelos quais a sociedade brasileira consegue com razoável dose de sucesso sustentar historicamente um diálogo intercultural interno e externo, quando isto parece ser dificílimo para a maior parte das culturas modernas.

Evidentemente, toda prática religiosa que se ossifica em dogmas e se entrincheira na intolerância está em choque com a liberdade, a ciência e os direitos humanos. Disto não decorre que as religiões tenham perdido todas as suas funções, mesmo em face de uma utopia neo-iluminista. Camille Paglia, atéia assumida, acredita que a religião pode preencher um papel importante na disponibilização de valores referenciais do humanismo, o que não seria pouca coisa numa sociedade na qual se expande o consumo de massas e onde o materialismo se afirma velozmente, contribuindo para uma crise ética. Libertária radical, fico imaginando o que ela acharia de uma prostituta ultra-sensual, como a Pomba Gira Maria Padilha, por quem nove homens esperam na porta de um cabaré, convertida em entidade espiritual venerada numa religião.

Paglia conecta-se à herança da contracultura e da revolução dos costumes de 1968. Pode, por isto, ser atéia e reconhecer que razão e irracionalidade não apenas não são instâncias incompatíveis, como convivem necessariamente na dimensão do humano. Com ela estão pensadores como Michel Maffesoli, para quem a lógica de um sistema organizado de símbolos nunca é capaz de cobrir todo o domínio a que ele supostamente se refere, havendo sempre um resto, um limite, uma fronteira além da qual o racional e o irracional convivem.

quarta-feira, julho 30

"Nem muito mel nem muito fel no trato com a Bíblia"

Chaves

Luciano Ribeiro
Pesquisador

Parabenizo ao escritor Reis Chaves pelo artigo "Nem muito mel nem muito fel no trato com a Bíblia" (Opinião, 28.7) e destaco a seguinte citação: "Respeitemos a Bíblia, mas com moderação, com uma visão racional dela, pois ela é tal como uma rosa que tem pétalas e perfume, mas tem também espinhos, obviamente humanos e não divinos".

É uma pena que muitas igrejas usem esses espinhos para espetar o espiritismo, quando deveriam usar o perfume da rosa para conquistar a paz universal.

Gravações de "A vida privada de Salazar" recriam S. Bento

Gravações de "A vida privada de Salazar" recriam S. Bento
00h54m
ELSA PEREIRA
"Prefiro que me temam a que me amem". A frase pertence a Diogo Morgado na pele do mentor da ditadura, papel que encarna na minissérie "A vida privada de Salazar". O JN assistiu às gravações de cenas que vão figurar na grelha da SIC.

O sol intenso que brindou a cidade de Lisboa com um calor que afugenta os corpos não se fazia sentir no interior do palácio requisitado para cenário desta produção de Carnaxide. S. Bento não só viajou no tempo até ao Estado Novo, como no espaço até ao Largo de Santa Catarina, com uma privilegiada vista sobre o Tejo. O presidente do Conselho estava, pois, em acção, junto com o seu amigo próximo Mário Figueiredo, o ministro da Justiça de então, interpretado por João Lagarto.

Por entre as horas de espera para se espreitar o sóbrio aparato que envolvia a actividade política do ditador, ecoavam vozes de fundo a requerer silêncio. Afinal, grava-se a faceta política do homem que comandou os destinos do país durante cerca de 40 anos, o que indelevelmente marcou os portugueses. Pese embora a minissérie se centre na esfera íntima de Salazar, desvelando suas paixões, algumas concretas, outras platónicas, o lado estadista não poderia ficar omisso.

Entretanto, fomos encontrar Margarida Carpinteiro, que veste a pele de Maria, a governanta de Salazar, que se encontrava no processo de maquilhagem. Cerca de uma hora é o tempo que leva a abandonar-se para encarnar a personagem. Nada que se compare com a maratona de caracterização a que Diogo Morgado tem de se sujeitar para respirar ditadura: perto de três horas.

Interrogada se mudou a sua opinião relativamente a Salazar ao privar com esta vertente mais intimista da vida dele, responde: "Pelo contrário, ao explorar-se a sua vida privada, reconhece-se a maneira de governar, é um reflexo do homem fechado ao Mundo, encerrado numa paz podre". A actriz considera que, apesar de se revestir de poder, "ele era um homem profundamente infeliz".

Segundo Margarida, Maria, ao contrário do que se especula, nunca chegou a consumar uma relação amorosa com Salazar. "Era uma pessoa da sua confiança que talvez nutrisse por ele uma paixão cerceada", o que acabou por se converter num instinto "maternal, protector", revela a actriz. "É gratificante poder participar num trabalho desta natureza qualitativa, principalmente para uma mulher da minha idade, que foi vítima da governação de Oliveira Salazar", remata.

Após mais largos minutos de delonga, foi então possível chegar à fala com João Lagarto, que descreveu o seu papel. "O Mário Figueiredo foi colega de faculdade de Salazar e sempre foi muito próximo dele, influenciando-o politicamente". O actor confidencia que dar corpo a uma personagem que efectivamente existiu "coloca problemas particulares" e acrescenta: "Quando estão mortos, parece uma espécie de espiritismo, como se o tipo estivesse a controlar todos os passos".

Lagarto elucida que Mário Figueiredo "não perpassa toda a trama da minissérie", até porque a mesma incide primordialmente na vida privada e não na vida política de Salazar. No entanto, a par das personagens de Duarte Pacheco e do cardeal Cerejeira, Figueiredo tem a função de contextualizar importantes períodos históricos na série, bem como de a pintar com tonalidades políticas.

terça-feira, julho 29

Jogos Olímpicos: A China não cumpriu as promessas feitas

Jogos Olímpicos: A China não cumpriu as promessas feitas
28-Jul-2008
A precisamente dez dias do início dos Jogos Olímpicos de Pequim, as autoridades Chinesas têm ainda um longo caminho a percorrer até cumprirem os objectivos a que o Comité Organizador das Olimpíadas se comprometeu em 2001. Uma conclusão a que chegou o relatório da Amnistia Internacional intitulado “A Contagem Decrescente para os Jogos Olímpicos: Promessas Quebradas”.

A 13 de Julho de 2001, Wang Wei, Secretário-Geral do Comité Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim, afirmou: “Daremos aos média total liberdade para realizarem o seu trabalho quando vierem para a China. (...) Estamos confiantes que os Jogos, ao serem entregues à China, promoverão não apenas a nossa economia, mas irão também melhorar todas as condições sociais, incluindo a educação, a saúde e os direitos humanos”.

Jacques Rogge, presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), declarou um ano depois que ao atribuir à China a organização das Olimpíadas estava convencido que esta iria melhorar os registos em termos de direitos humanos. Prometeu ainda actuar caso tal não acontecesse. Desde então tem afirmado que a China tem estado a fazer progressos neste sector.

A Amnistia Internacional reconhece que se têm registado algumas melhorias, porém, a aproximação dos Jogos Olímpicos e o desejo de transmitir ao mundo uma sociedade estável e harmoniosa têm levado as autoridades chinesas a oprimirem as vozes dissidentes.

Uma realidade que é agora compilada no relatório da Amnistia Internacional intitulado “A Contagem Decrescente para os Jogos Olímpicos: Promessas Quebradas”, que aqui apresentamos em versão integral (em inglês) ou resumida (em português).


O Relatório

Ao longo dos últimos anos a Amnistia Internacional tem estado atenta à situação dos Direitos Humanos na China, na expectativa que estes Jogos Olímpicos deixem um legado permanente neste domínio. No seguimento daqueles que são os princípios fundamentais da Carta Olímpica internacional, têm sido investigados quatro campos, sobre os quais a AI se tem vindo a pronunciar. Deixamos aqui um sumário das principais conclusões, sete anos depois das promessas feitas pelo Comité Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim:

1) Pena de Morte

Raramente os julgamentos são feitos de forma justa e de acordo com os padrões internacionais de justiça. Falta de acesso a advogados e provas obtidas sob tortura têm sido algumas das falhas apontadas, que levaram o Supremo Tribunal Popular a decretar que todas as sentenças de morte deveriam ser aprovadas previamente por aquele órgão e que os julgamentos deveriam ser públicos. Isto resultou numa redução de 15 % no número de execuções. No entanto, continuam a surgir notícias sobre erros na justiça, que levam à morte de pessoas inocentes, e os crimes puníveis com pena de morte ascendem a mais de meia centena, entre os quais se contam crimes não violentos, como os relacionados com a droga.


2) Detenções sem Julgamento


As autoridades chinesas continuaram a usar práticas de detenção abusivas e aleatórias, aplicáveis aos “indesejáveis” da sociedade, como os sem abrigo e os peticionários. Longe de aplicar as reformas que o governo Chinês declarou publicamente ter intenção de ratificar, aquando da assinatura do Pacto Internacional de Direitos Políticos e Civis, as autoridades estenderam o uso da detenção administrativa forçada, através de programas como a “Reeducação pelo Trabalho”. Foram ainda introduzidas, entre outras medidas de controlo dos “comportamentos desviantes”, a proibição de falar com estrangeiros ou de entrar em Pequim durante os Jogos Olímpicos.



3) Perseguição e Julgamento de Defensores dos Direitos Humanos

Numa tentativa de criar maior pressão sobre as vozes dissonantes, as autoridades chinesas utilizam lacunas legislativas para controlar, vigiar e deter arbitrariamente activistas de Direitos Humanos e os membros das suas famílias. Actividades que violam tanto a legislação chinesa, como os padrões internacionais de Direitos Humanos. As acusações sob as quais assentam, por vezes, penas de mais de cinco anos de prisão, prendem-se com “separatismo”, “subversão”, “perturbação da ordem pública” e “violação de segredos de Estado”. Procedimentos que contradizem claramente as promessas de melhorar os direitos humanos.

4) Censura aos Média e na Internet

Nos últimos anos, particularmente desde 2007, têm sido limitadas cada vez mais a liberdade dos Média e dos utilizadores da Internet, tendo muitas pessoas sido presas por enviarem emails ou por colocarem online textos contrários aos interesses do governo chinês. As autoridades prometeram total liberdade para os jornalistas estrangeiros e a transmissão dos jogos sem qualquer delay, porém, os média temem que o seu trabalho seja bloqueado, como aconteceu aquando dos protestos tibetanos, em Março deste ano, e do terramoto de Sichuan, em Maio de 2008. Já os jornalistas chineses, por seu turno, continuaram a trabalhar sob um clima de censura oficial e de controlo.

Concluindo,
Não obstante terem sido feitas algumas reformas institucionais positivas, especialmente ao nível da pena de morte, a Amnistia Internacional considera que as autoridades chinesas falharam no cumprimento das suas promessas de melhorar os direitos humanos. Em algumas situações, pode mesmo dizer-se que se serviram dos Jogos Olímpicos para intensificar as violações e as repressões.

http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=523&Itemid=98

segunda-feira, julho 28

Wazimbo - Nwahulwana- Moçambique

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Skank Multiplace Mais - Jack Tequila

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Jethro Tull - Aqualung Live

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Resenhas de dor




Minha vida é uma resenha de despropósitos.
Ora quero cama, ora quero calma..
Pressinto a mulher que amo
e me consumo somente
no pressentir, nas lonjuras,
longas distâncias dos corpos,
ânsias atormentando a alma.
Sou mago, eclético, devasso:
sei de tudo ao longe e me alongo
em vícios sem recompensas.
A mulher que amo desperta,
mas não existe porque não é,
e não é, porque sendo,
seria meu primeiro passo
para uma loucura sem volta.
Minha vida é um propósito de morte,
do qual me desfaço sempre
que, pela janela aberta de saudade,
entram versos soltos, bêbados, loucos,
tecendo uma cortina de ilusões.
Minha vida é um despropósito resenhado.

Caibar Garcia Rodrigues

sexta-feira, julho 25

Digam àquelas meninas...

Digam àquelas meninas...


digam àquelas meninas que me mandavam flores
que por aqui as águas de março consomem luzes
e os quarteirões estão voando sobre telhados
digam a elas que as alamedas estão molhadas
há portas com ferrugens demais nos trincos;
digam que meu cérebro está à mercê de um futuro poema
uma preciosíssima palavra se desmanchou dentro do relicário

eu chamei os bombeiros, os filólogos, os fonemáticos experimentais,
estou procurando por Halliday
um lingüista louco me perseguindo
depois da torre de babel
uma folha queimada pelas beiras,
um poema pós-guerra quase inédito
guardado na biblioteca da casa branca
que maravilha ficar juntando nuvens esmigalhadas concha a concha
digam àquela menina que caiu da passarela que virão outros carnavais
que entre o monge e o rinoceronte eu vejo versos outonais
caem as folhas
as máscaras
as flores decaem
decadência
a poesia que me (a)trai
digam que eu me retirei com o sol nas mãos
calço ainda as mesmas sandálias transparentes
meus óculos líquidos saboreiam uvas e ventos
passeando pela garganta de Pablo Neruda
por isso eu vejo naves espaciais e gangorras das minas gerais
enquanto tomo a sopa mágica de meu tataravô
digam àquela menina que me retirou de suas súplicas religiosas
nem dei por conta
se Jesus não me avisasse quando fui ao supermercado...

vejam flores
vejam meninas
é quase hora de dormir
licor de menta-malagueta
um gole de fogo devorando moinhos
há dores infernais zombando silenciosas
de punhais a punhais
digam àquelas meninas que eu não tenho armas
isso é irrevogável para quem foi à guerra
ninguém vai nos reunir
não pertencemos ao mesmo romance
lamentos de porcelana não se recompõem
fragilidades feridas são noites após mortes
cacos em cacos
concha a concha
de punhais a punhais
a quase hora de dormir é uma agonia formidável

sabe, meu amor, eu vi você chorar


Edmir Carvalho Bezerra

Provérbios chineses

O palácio leva à glória
o mercado leva à fortuna e
a solidão, à sabedoria

********

O homem cheio de
virtudes é semelhante
a uma criança: náo receia
os animais selvagens
nem as serpentes

**********

quinta-feira, julho 24

Onde encontrar a… felicidade?

Era uma vez um menino, um homem adulto e um senhor o qual carregava sobre os ombros as dificuldades do peso dos seus já muitos anos de vida. Cada qual cumpria o seu trabalho e levava as suas Incumbências o melhor que sabia ou podia. Tinham eles várias coisas em comum. Mas uma, muito em especial, era mesmo o desejo de todos por igual, como naturalmente também o de muitas outras pessoas que não falam nem se exteriorizam com quaisquer sinais.
É suposto que já todos desvendaram o objectivo do tal desejo que é um segredo, convenhamos, difícil de encontrar. E um tesouro bem escondido no mais íntimo da vida de uma sociedade que não se dá ao trabalho de descer até a esse esconderijo onde encontraria o poder de adquirir um bem maior que o simples desenrolar pachorrento e cansado das vicissitudes do mundo.
Bem poderia eu revelar já para onde quero levar estas minhas congeminações mas vou protelar, por mais algumas linhas, o meu pensamento.
Por isso e para isso vou, aqui, recontar uma pequena historita a qual contem sentido curioso e que serve, às mil maravilhas, para ilustrar o meu objectivo.
Pois era um pobre diabo, como muitos e, talvez eu, que, todas as semanas, se dirigia à Igreja da aldeia e, pondo-se em posição de orante convicto, pedia: "Senhor, faz o milagre de sair o totoloto". Voltava na semana seguinte e repetia: "Senhor, faz o milagre de me sair o totoloto". E continuou, ininterruptamente, por muito tempo, a formular tal ambição. Um dia, porém, pareceu-lhe ter ouvido, em palavras muito claras, isto: "Preenche, ao menos uma vez, o boletim "
Vamos, agora, imaginar que os boletins que servem para acertar em números e, daí, em dinheiro traziam nas quadrículas os lugares e circunstâncias que indicavam onde se conseguia encontrar a felicidade a qual toda a gente, entre novos e mais idosos, procura.
Amigo, então, põe a cruzinha nas quadrículas respectivas e vê se acertas. Como título, o boletim tem: "Onde se encontra a felicidade ?"As secções são de grande dimensão e dizem, indiscriminadamente: "A felicidade está no dinheiro, está no trabalho, nos cartões de crédito do Banco; está na família, na escola, no convívio, na orgia, no divertimento, no carro, na mulher, no homem, nos filhos, nos país, no Idoso, na saúde, na doença, nos passeios, no teatro, no cinema, nas férias, nos fins de semana, no descanso, no lazer, na malandríce ou preguiça, na asneira, no desprezo, no amor sério, nas lígações ilícitas e imorais, na droga, no álcool, na morte, na vida, na luz, na escuridão, na Igreja, na oração, na leitura, nos amigos, nos adversários, na praia, no campo, na pobreza, na riqueza, nas boas palavras e atitudes, no desprezo pelos outros, no jornal, na televisão, nas novelas, nas comezainas, na política, no futebol e nas suas discussões, em outros jogos, na pesca, na caça, no engano ao semelhante, no Domingo, na semana, no país, no estrangeiro, na crítica destrutiva e verrinosa, no despender de tempo em favor da comunidade, na seriedade, na mentira, na má língua, na coscuvilhice, no lucro fãcil, na ganãncia, no pôr o pé em cima do pescoço do próximo, na fé, na paciência, na firmeza do testemunho, em Deus, em Jesus Cristo, em Maria Virgem, no diabo, no consumismo, no egoísmo, em astrologia, horóscopos, futurologia, espiritismo..
Ficam mais uma ou duas quadrículas em branco para que sejam procuradas outras fontes de felicidade as quais eu não descubro.
Amigo leitor, como reparas, as hípóteses são varíadíssimas e bem diversíficadas. Que escolhes ou escolheste? Não esperes pelos resultados numa qualquer semana mais próxima. Vê já quais foram os frutos alcançados. Repara se te embrenhaste no fundo do esconderijo que está em ti mesmo e responde se encontraste a tua verdadeira felicidade. Como vês, isso está ao alcance dos teus dedos. Basta que medites nas coisas e escolhas as que achas com mais solidez.
Preencheste o teu boletim e podes não correr o risco de ficar com os bolsos vazios.
A felicidade deverá andar por aí algures. Então põe-te atento e, quando a vires passar, agarra-a bem segura e não te arrependes nunca por, mesmo com dificuldade e perigo de seres apontado, teres buscado a tua felicidade e, talvez, a dos outros que acreditam ou querem acreditar em ti.

http://www.soberaniadopovo.pt

terça-feira, julho 22

Papel e Caneta









Aqui volto ao meu “papel e caneta”, com um passo melhor do que o anterior.
Dou em mim a pensar nas saudades que tenho por elas!
São o meu oxigénio, para me libertar do stress que vivo no momento, um stress vindo da alma que, aos poucos, se nota melhorias, dentro da lama que vive.
Aconselho-vos uma ida ao psiquiatra e com ajuda de um(a) psicólogo(a), a mim tem surtido efeito e estou feliz como as andorinhas nesta estação do ano.
Leve como o vento.
Trabalhadora honesta me mantém, hoje dando muito mais valor ao trabalho e sabendo que gosta do que faz, só vos digo é bonito de estar!
A noite está na rua e eu aqui com o meu papel e caneta
Em paz eu estou!
Fazendo o que mais gosto no momento.
Dizer um alô aos amigos do Overmundo, no qual há muito nada escrevia.
Saudades me deixaram, mas nunca esquecidos ficaram.
Um bom haja meu Senhor!

Dalena GVL
21/07/2008

domingo, julho 20

O PASSADO E COMO LIMPAR O KARMA

O PASSADO E COMO LIMPAR O KARMA

O passado. Esse grande monstro chamado passado. As pessoas acham que tudo o que aconteceu na sua vida e na vida das outras pessoas, tudo o que já passou, está enterrado. Não se pensa mais nisso. Não se ressuscita, não se vai buscar. Ninguém quer sofrer duas vezes. Acham que o que lá vai, lá vai, e não repensam no que passou.

Mas não percebem que iriam repensar no que passou com a mente esclarecida de hoje, uma mente já não egóica, uma mente não comprometida com a ilusão que o ego monta para evitar o sofrimento.

E o que é que acontece?

Como não se vai lá, como não se vai às situações do passado que nos fizeram sofrer, a opinião que hoje tens delas é a mesma que a tua mente de então tinha, pois não foi reciclada pela tua nova espiritualidade.

Resultado: o ego está lá, pronto a saltar. Enxovalhado, rejeitado, traído. Não está reciclado nem transformado em alma, que é o que eu proponho.

Vai ao passado. Vai ao que viveste, situação a situação, e revive-a, sofre-a outra vez, mas reenergiza-te com o amor incondicional que recebes cá de cima, enche cada situação de luz, enche-te - naquela época, com aquela imagem, com aquela roupa - de luz. E tudo se irá diluir em luz.

Irás colocar uma nova energia no teu passado, e ele, por sua vez, nunca mais te irá surpreender com a sua força traumática e traumatizante.

A isso chama-se limpar o karma. O karma desta vida.

A Alma Iluminada,
Alexandra Solnado

quinta-feira, julho 17

A Greenpeace

Olá
A Greenpeace lançou recentemente a lista vermelha de peixes com as espécies que são vendidas nos supermercados portugueses e que correm sérios riscos de serem provenientes de pescas ou viveiros insustentáveis. Os supermercados têm a responsabilidade de assegurar aos consumidores que os produtos de peixe que vendem foram capturados de forma sustentável e que não provêm de actividades destrutivas. Só assim podemos consumir peixe com a segurança de que não estamos a contribuir para o esvaziamento dos oceanos.
Para sabermos o que os supermercados estão a vender, a Greenpeace enviou questionários a cinco das maiores cadeias de distribuição de Portugal a perguntar sobre a sua política de compra de peixe. Estamos à espera das respostas, mas precisamos da tua ajuda!
Participa: pressiona os supermercados
Junta-te à Greenpeace e envia um e-mail aos supermercados a fazer pressão para que respondam ao questionário.
O teu email faz a diferença! Envia-o agora para os supermercados
Encaminha este e-mail:
Ajuda a divulgar a nossa mensagem e encaminha este email aos teus amigos. Se escreves num blogue ou participas em grupos/fóruns online, divulga o link.
Vamos ajudar a salvar os oceanos!
Abraços,
Beatriz, Evandro, Paloma, Osvaldo e toda a Greenpeace

Anedota alentejana

-No Alentejo, um autocarro que transportava políticos chocou com uma árvore.

Pouco depois chegou um jornalista e perguntou a um alentejano que estava por ali com uma pá na mão:

-O Sr. viu o que se passou?

-Vi sim senhor. O autocarro com os políticos espetou-se no chaparro.

-E onde estão os políticos?

-Enterrei-os.

-Mas não estava nenhum vivo?

-Alguns diziam que sim, mas o Sr. sabe como são os políticos...

Conferência “Seja feliz”

Julho 16th, 2008 · Sem Comentários
Na próxima sexta-feira, pelas 21h00, no Centro de Cultura Espírita, nas Caldas da Rainha, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Seja feliz”.
“A Doutrina Espírita oferece ao homem novos conceitos existenciais que o auxiliam nessa busca pessoal. Ao invés de soluções exteriores, de soluções mágicas, o Espiritismo oferece ao homem um roteiro seguro, dentro de si próprio para conseguir esse desiderato”, refere a organização.
As entradas são livres.

Jethro Tull

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quarta-feira, julho 16

UHF-MENINA ESTÁS À JANELA

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A Biblia e o erotismo

Cântico dos Cânticos celebra paixão entre namorados com imagens fortes e sensuais. Texto mal menciona Deus, mas passou a ser interpretado como símbolo do amor divino.
“O mundo inteiro só foi criado, por assim dizer, por causa do dia em que o Cântico dos Cânticos seria dado a ele. Pois todas as Escrituras são santas, mas o Cântico dos Cânticos é o Santo dos Santos.” A frase teria sido dita pelo sábio judeu Rabi Akivá, por volta do ano 100 d.C., e explicaria porque a Bíblia aceita por cristãos e judeus de hoje abriga esse livrinho misterioso. Os oito capítulos do Cântico dos Cânticos estão cheios de sensualidade e erotismo, descrições apaixonadas do corpo de dois jovens amantes, insinuações do ato sexual — e uma única menção, que soa quase como nota de rodapé, ao nome de Deus. Como explicar, então, seu status nas Sagradas Escrituras judaico-cristãs?

Se a sensibilidade moderna estranha a presença de uma coleção de poemas eróticos no meio da Bíblia, a defesa do Cântico dos Cânticos (expressão hebraica que significa algo como “o maior dos cânticos” ou “o mais belo dos cânticos”) pelo Rabi Akivá sugere que o próprio povo judaico teve dificuldade para aceitar a obra. “Houve muitos debates sobre a canonicidade dele [ou seja, sobre sua inclusão no cânon, ou conjunto oficial, da Bíblia]. No fim das contas, os rabinos acabam aceitando o livro, que é o último a ser incluído no cânon hebraico, mas proíbem seu uso como canções seculares, em salões de banquetes”, conta Rita de Cácia Ló, professora do curso de extensão em teologia da Universidade São Francisco (SP).

Apesar da inclusão tardia no conjunto das Escrituras, há indícios de que o Cântico tem uma história antiga e complicada. As versões que conhecemos do livro trazem uma espécie de rubrica, dizendo que o livro é “o Cântico dos Cânticos de Salomão”, rei de Israel que viveu por volta do ano 950 a.C., mas a maioria dos estudiosos modernos concorda que essa atribuição é fictícia.

“Na Antigüidade era comum que alguns textos fossem atribuídos a personagens famosos, seja por representar uma continuidade dos seus ensinamentos ou por fazer alusão a momentos marcantes de sua vida ou da lenda gerada por eles”, explica Humberto Maiztegui Gonçalves, doutor em teologia bíblica e clérigo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil cuja tese versou sobre o Cântico. Como Salomão, segundo a tradição israelita, teria amado inúmeras mulheres e tido grande gosto pela literatura, seu nome teria sido “atraído” para o poema. “Além disso, Salomão nasceu das loucuras de amor entre o rei Davi e Betsabéia, que era uma mulher casada, o que talvez também possa explicar essa idéia”, lembra Rita Ló.

Reino do Norte


Apesar da referência aparentemente fictícia ao sábio Salomão, há no texto uma rápida menção à cidade de Tirza, que foi capital do Reino de Israel, ou Reino do Norte, uma das duas monarquias nas quais teria se dividido o território israelita após a morte de Salomão, por volta de 900 a.C. O interessante é que Tirza foi capital durante um brevíssimo período de tempo, logo após a separação dos reinos, o que pode indicar que ao menos parte do poema remonta a quase nove séculos antes de Cristo. No entanto, também há sinais, no hebraico do Cântico, que o texto foi retrabalhado após a destruição de Jerusalém pelos babilônios (século 6 a.C.), ou até perto do período grego, uns três séculos mais tarde.

As teorias sobre a origem do livro são muitas. “Ele poderia ter sido composto de uma só vez, por um único autor, ou o que temos hoje é a composição de vários poemas de amor que ‘menestréis’ ambulantes cantavam nos casamentos das aldeias que percorriam”, afirma Cássio Murilo Dias da Silva, doutor em exegese bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma e autor do livro “Leia a Bíblia como Literatura”.

Com ou sem a participação de menestréis no surgimento do Cântico, um dos pontos surpreendentes no texto é a ênfase dada à voz feminina: em boa parte do texto, quem fala é uma jovem apaixonada e decidida, que procura seu amado pelas ruas da cidade, trama subterfúgios para fazer com que ele entre em seu quarto e anseia por encontrá-lo em meio à natureza, aos bosques e vinhedos, com descrições que evocam a natureza da terra de Israel na Antigüidade.

“Como a macieira entre as árvores dos bosques/Assim é meu amado entre os moços/À sombra de quem eu tanto desejara me sentei/E seu fruto é doce ao meu paladar/Ele me introduziu na sua adega/E a sua bandeira sobre mim é Amor!”, declama a jovem. Em nenhum outro texto bíblico os pensamentos e desejos da mulher ocupam um lugar de tamanho destaque. Aliás, a impressão que o texto passa é que se trata de um casal de jovens namorados, e não que os dois sejam oficialmente casados.

“Para quem tenha uma visão da Bíblia com a masculinidade como centro, isso pode chegar a ser até escandaloso. Os homens participaram, no começo, como complemento”, diz Humberto Gonçalves. Para o especialista anglicano, é possível dizer que as mulheres são as principais autoras da coleção de poemas do Cântico. “A pergunta é se sua autoria foi oral ou se chegaram a fixar a poesia por escrito”, afirma ele. De fato, era raro que uma mulher do Oriente Médio antigo soubesse ler e escrever.

Amor humano, amor divino

Outra característica marcante do texto são os chamados “wasfs”, longas comparações poéticas em que cada parte do corpo da amada ou do amado é comparada a um objeto, animal ou lugar. Trata-se de uma fórmula literária que também aparece na poesia amorosa árabe e do antigo Egito. Nesses trechos é que a sensualidade do poema fica mais explícita. “Tua fronte por trás do véu/É como uma romã aberta/Teu pescoço é como a Torre de Davi/Da qual pendem mil escudos/Teus seios são como dois filhotes gêmeos de gazela/Pastando entre os lírios”, diz o amado em certo trecho.

“Sem dúvida, o sentido primeiro [do poema] é o amor humano, com tudo o que ele tem de paixão, crise, atração, desejo etc.”, afirma Cássio da Silva. Por que, então, a inclusão do texto sensual no cânon sagrado? A explicação mais provável, sugerem os especialistas, é o fato de que a separação entre amor humano e amor divino que existe na cultura moderna era bem menos rígida na sociedade dos antigos israelitas. “No mundo antigo, tudo, inclusive as técnicas artesanais, o amor, a guerra e até os acordos políticos e diplomáticos tinham a ver com divindades”, lembra Humberto Gonçalves.

“Não se pode separar a dimensão religiosa e mística do amor humano, porque, em larga escala, é o mesmo sentimento que Deus tem em relação a nós. O amor de duas pessoas reflete o amor com que Deus nos ama. Isso sem falar que o Cântico foi composto numa sociedade bem menos puritana e hipócrita do que a nossa”, acrescenta Silva.

Rita Ló lembra que existia uma antiga tradição na qual o amor de Deus por seu povo escolhido de Israel era visto, de forma metafórica, como o casamento de dois seres humanos, o que impulsionaria essa interpretação mística do Cântico dos Cânticos. Por outro lado, Gonçalves diz que a sensualidade do poema pode refletir uma espiritualidade pagã que influenciou os israelitas nas épocas mais antigas. Afinal, os povos vizinhos, e provavelmente os próprios israelitas, adoravam deusas em rituais de fertilidade, o que explicaria em parte a importância feminina no Cântico. Nesse caso, a sexualidade quase explícita também teria um papel espiritual para os primeiros autores do texto.

Vida longa e próspera

De qualquer maneira, a própria sobrevivência do Cântico em épocas posteriores pode significar que ele teve um papel de “resistência” contra os aspectos mais machistas do judaísmo, diz Ló. “Após o exílio na Babilônia, houve um período de fechamento e o crescimento de uma visão muito negativa sobre o corpo da mulher, visto como fonte de impureza. O livro contraria isso”, afirma a especialista.

De certa forma, a argumentação do Rabi Akivá ajudou a superar essa tensão, segundo Cássio da Silva. “Afinal, o amor humano vale ou não vale por si mesmo? É ou não é expressão do amor divino? Os rabinos responderam afirmativamente a essas duas perguntas. Tanto que, no calendário judaico, o Cântico dos Cânticos é lido na festa da Páscoa [a mais importante do judaísmo]. E aí entra a mística: o sentimento do amado pela amada e vice-versa ajuda a compreender o amor de Javé por seu povo, Israel, e
nesse amor Javé desce do céu para tirar seu amado povo do Egito e dar-lhe a vida e a felicidade. De Israel, espera-se que corresponda ao amor de Javé e lhe seja fiel.”

O cristianismo atualizou essa visão ao substituir “Javé” e “Israel” por “Cristo” e “Igreja” na equação: o amor do casal no poema virou também o símbolo do amor de Cristo por sua Igreja, vista como sua “noiva”. Dessa forma, a influência do Cântico teve vida longa e acabou se estendendo ao último livro do Novo Testamento, o Apocalipse, na qual a metáfora praticamente conclui a Bíblia cristã.

Texto de Reinaldo José Lopes, do G1.

http://www.dotgospel.com/blog/a-biblia-e-o-erotismo/

O Velho E A Flor Vinicius de Moraes

O Velho E A Flor
Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho / Bacalov

Por céus e mares eu andei
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber o que é o amor
Ninguém sabia me dizer
E eu já queria até morrer
Quando um velhinho com uma flor assim falou:

O amor é o carinho
É o espinho que não se vê em cada flor
É a vida quando
Chega sangrando
Aberta em pétalas de amor
Vinicius de Moraes

Prem Rawat

Prem Rawat
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Prem Rawat MaharajiPrem Rawat (Prem Pal Singh Rawat, n. 10 de Dezembro de 1957 Haridwar, norte da Índia) também conhecido por Maharaji (e anteriormente como Guru Maharaj Ji) tem sido um orador e mestre no tema da "paz interior" desde os 8 anos de idade, apresentando as suas instruções sobre as quatro técnicas de meditação a que ele chama Conhecimento.

Em Junho de 1971, Rawat viajou para fora da Índia, para discursar em Londres e Los Angeles, onde se tornou o centro fulcral da atenção dos meios de comunicação. Depois de regressar à Índia para celebrar o aniversário do seu pai, voltou para os EUA em Fevereiro de 1972, acompanhado pela sua mãe, pelo irmão mais velho e por outros apoiantes indianos que desejavam ajudá-lo a divulgar a sua palavra. Dezenas de milhares de seguidores foram cativados, fundamentalmente originários da cultura hippie, e dezenas de ashrams de estilo indiano foram criados. Os seus ensinamentos e a sua atitude jovial atraíram a atenção crítica de estudiosos cristãos.

Em pouco tempo, o desejo de Rawat manifestar a sua visão trouxe-lhe alguns conflitos com a sua mãe e restante família, e o seu casamento com uma seguidora americana, em 1974, causou uma cisão permanente. A partir de então os ensinamentos de Rawat tornaram-se mais ocidentalizados e no início dos anos 80 abandonou a designação de "Guru", fechou os ashrams e deixou os tradicionais aparatos religiosos indianos com que havia iniciado as suas técnicas. A Fundação Prem Rawat, fundada em 2001, promove a sua mensagem em 88 países através de textos, vídeos e televisão, e também leva a cabo esforços humanitários a nível mundial.

Atualmente Prem Rawat, leva sua mensagem através das "Chaves". Um formato atual em que qualquer pessoa interessada em receber o Conhecimento pode desenvolver, mantendo-se em contato com sua mensagem até à possibilidade de conhecer as técnicas desta prática. De fato, Prem Rawat literalmente "roda o mundo" faz 4 décadas levando sua mensagem de paz.


[editar] Infância

Prem Rawat at age 6Prem Rawat nasceu em Haridwar, no norte da Índia, a 10 de Dezembro, de 1957. Era o mais novo de quatro filhos de guru Shri Hans Ji Maharaj e da sua segunda mulher, Jagat Janani Mata Shri Rajeshwari Devi, e estudou na escola primária St. Joseph's Academy na cidade de Dehra Dun.[1] Com 3 anos começou a discursar nas reuniões do seu pai, e quando tinha seis anos, o pai ensinou-lhe as técnicas do "Conhecimento." Quando o seu pai morreu em 1966, quando Prem Rawat tinha apenas 8 anos, ele foi aceite pela família e pelos seguidores do pai (conhecidos como premies) como o novo Satguru. Desde então, Rawat passou os fins de semana e as férias escolares a viajar, como o seu pai havia feito, para falar com diferentes pessoas sobre o conhecimento e a paz interior.[2]

No final dos anos 60, adeptos britânicos que estavam na Índia convidaram-no a visitar o Ocidente. Em 1969 Prem Rawat enviou-o um dos seus estudantes indianos mais próximos (conhecidos como Mahatmas) a Londres para ensinar o Conhecimento em seu nome. Um artigo na Time Magazine publicado nessa altura relatava que a sua mãe e os seus irmãos beijavam os seus quando estavam na sua presença, como demonstração de adoração.[3][4][5] Em 1970, muitos dos seus novos seguidores ocidentes foram à Índia vê-lo, e estavam presentes em Nova Delhi, no India Gate, quando, apenas como doze anos de idade, Prem rawat fez um discurso com o título "A bomba da paz" que marcou o início do seu trabalho internacional.[6][7][8]

"A Paz É Possível" é um livro sobre a mensagem e a vida de Prem Rawat


“A Paz É Possível: Vida e Mensagem de Prem Rawat”, de Andrea Cagan, acabou de ser publicado em Portugal
"A Paz É Possível" é um livro sobre a mensagem e a vida de Prem Rawat, escrito por Andrea Cagan, reputada autora de vários bestsellers.

"A Paz É Possível" é a primeira biografia de Prem Rawat. Documenta a sua vida extraordinária, desde a infância com um pai que era um mestre venerado, passando pelo dia em que se dirigiu pela primeira vez a uma audiência aos três anos, o ter sido descoberto por “hippies” na sua casa no sopé dos Himalaias quando era criança, a sua impressionante chegada ao ocidente com treze anos, até aos dias de hoje. Quando Prem Rawat tinha seis anos, o seu pai e querido professor deu-lhe um presente especial: uma maneira prática de descobrir um mundo de paz dentro dele. Aos oito anos o pai faleceu e ele aceitou a responsabilidade de espalhar pelo mundo a mensagem de paz. Durante a semana ia à escola e aos fins-de-semana falava para audiências de dezenas de milhar de pessoas. Passou os últimos quarenta anos a inspirar milhões de pessoas de todos os extractos sociais e a oferecer-lhes esse mesmo presente.


"Ao longo dos anos foi crescendo a minha admiração pela paixão que Prem Rawat tem pela vida e, na verdade, continuo maravilhado com a sua mensagem e com o impacto que tem tido no meu crescimento como ser humano - tem sido uma fonte de força, quando necessário, e uma referência de estabilidade quando tudo o resto parecia mudar. E devo confessar que, mesmo na minha carreira profissional, me ajudou a desenvolver uma visão do mundo que constitui o suporte da minha maneira de pensar e da minha escrita."

(Professor Ron Geaves, da Universidade de Chester, apresentando Prem Rawat na Universidade de Oxford)


Esta obra biográfica tem a chancela da EDITORIAL MAGNÓLIA e poderá ser encontrada ou encomendada nas livrarias.
Poderá também ser adquirida no site www.magnolia.com.pt.
http://www.elanvital.pt/artcl.php

Existe passe que não é espírita?

Será realmente que existe uma técnica para o passe?

Eu prefiro concordar com Herculano Pires quando afirma que “A técnica do passe não pertence a nós, mas exclusivamente aos Espíritos, Superiores. Só eles conhecem a situação real do paciente, as possibilidades de ajudá-lo em face de seus compromissos nas provas, a natureza dos fluidos de que o paciente necessita e, assim por diante.”

Na verdade o passe espírita é simplesmente a imposição das mãos, usada e ensinada por Jesus, como se vê nos Evangelhos. Origina-se das práticas de Cura do Cristianismo Primitivo.
Sua fonte humana e divina são as mãos de Jesus. Mas há um passado histórico que não podemos esquecer. Desde as origens da vida humana na Terra encontramos os ritos de aplicação dos passes, não raro acompanhado – rituais, como o sopro, a fricção das mãos, a aplicação de saliva e até mesmo (resíduo do rito do barro) a mistura de saliva e terra para aplicação no doente.
O espírita antes de tudo tem que manter o senso critico, para que isto?
O passe já foi desvendado ou classificado pelo estudo da parapsicologia o próprio Rhine usa a expressão plasma extra físico, certamente composto de partículas livres de antimatéria.
Nas famosas pesquisas da, Universidade de Kirov, na URSS, em que os cientistas soviéticos (materialistas), descobriram o corpo-bioplásmico do homem, verificou-se por meios tecnológicos recentes, que a força-psíquica de Willian Crookes é uma realidade vital na nossa própria estrutura, psicofísica.
O espírita não pode continuar com sua mentalidade igrejeira e ficar apegado a rituais, estamos aqui para evoluir intelectual e moralmente.

Raul de Montandon já havia obtido na França, por meios mais modestos, fotos de ,
corpos bio-plásmicos de animais inferiores, e Gustavo Geley comprovara, em Paris, o fluxo, de ectoplasma em torno das sessões mediúnicas. As mãos humanas funcionam, no passe, espírita como antenas que captam e transmitem as energias do plasma vital de antimatéria.
Hoje conhecemos, portanto, toda a dinâmica do passe espírita como transmissão de fluidos, no processo aparentemente simplíssimo e eficaz do passe.
Não há milagre nem sobrenatural.

Todo o seu ensino espírita visava a afastar os homens das superstições vigentes no tempo.

O passe espírita não comporta as encenações e explicações em que hoje o envolveram alguns teóricos improvisados, geralmente ligados a antigas correntes espiritualistas de origem mágica ou feiticista.
Todo o poder e toda a eficácia do passe espírita dependem do espírito e não da matéria, da assistência espiritual do médium passista e não dele mesmo. Os passes padronizados e classificados (pertencem) derivam de teorias e práticas mesméricas, magnéticas e hipnóticas de um passado já há muito superado.


As pessoas que acham que os passes ginásticos ou dados em grupos, mediúnicos formados ao redor do paciente são passes fortes, assemelham-se às que, acreditam mais na força da macumba, com seus apetrechos selvagens, do que no poder, espiritual.
As experiências espíritas sensatas e lógicas, em todo o mundo, desde os dias de, Kardec até hoje mostraram que mais vale uma prece silenciosa, às vezes na ausência e sem, o conhecimento do paciente, do que todas as encenações e alardes de força dos ingênuos ou, farofeiros que ignoram os princípios doutrinários.
Talvez alguém se sinta agredido pensando bem este cara é um fanático religioso é um bitolado, não meu caro leitor, no livro dos espíritos informa a questão 653_ “A verdadeira adoração está no coração. A questão 658 –“ A prece é sempre agradável a deus quando é dita pelo coração(...).
Quer dizer os Espíritos realmente elevados não aprovam nem ensinam essas coisas, mas apenas a prece e a imposição das mãos. Toda a beleza espiritual do passe espírita que provém da fé racional no poder espiritual, desaparece ante as ginásticas pretensiosas e ridículas gesticulações.
As encenações preparatórias: mãos erguidas ao alto e abertas, para suposta, captação de fluidos pelo passista, mãos abertas sobre os joelhos, pelo paciente, para melhor, assimilação fluídica, braços e pernas descruzados para não impedir a livre passagem dos, fluidos, e assim por diante, só serve para ridicularizar o passe, o passista e o paciente.
Todas essas tolices decorrem essencialmente do apego humano às formas de, atividades materiais. Julgamo-nos capazes de fazer o que não nos cabe fazer. Queremos, dirigir, orientar os fluidos espirituais como se fossem correntes elétricas e manipulá-los, como se a sua aplicação dependesse de nós. O passista espírita consciente, conhecedor da, doutrina e suficientemente humilde para compreender que ele pouco sabe a respeito dos, fluidos espirituais -e o que pensa saber é simples pretensão orgulhosa limita-se à função mediúnica de intermediário.
Somo médiuns, portanto devemos reconhecer que não podemos dar de nós mesmo.
A doação vem dos Espíritos. São eles que socorrem aqueles por quem, pedimos não nós, que em tudo dependemos da assistência espiritual.
Não temos o poder de manipular e distribuir os fluidos ao nosso modo e a, seu critério.
No Livro dos Médiuns capitulo XXVII item 4º Existe uma questão que é muito mal observada nos meios espíritas. Diz o seguinte “As contradições, mesmo aparentes, podem lançar dúvidas no Espírito de algumas pessoas”. Que meio de verificação se pode ter, para conhecer a verdade?
Estudai, comparai aprofundai. Incessantemente vos dizemos que o conhecimento da verdade só a esse preço se obtém. Como quereríeis chegar á verdade, quando tudo interpretais segundo vossas idéias, acanhadas, que, no entanto, tomais por grandes idéias?
Livros dos Médiuns> Kardec
Experiências psíquicas> Sheila ostrander e Lynn Schroederhttp://conexaoamado.blogspot.com/2008_03_31_archive.html
Obsessão passe e doutrinação> J H. Pires

terça-feira, julho 15

A visão de Deus’ é tema de seminário na Epcar

MICHELLE BARBOSA - Editoria Variedades - 14/07/08 - 13h00

O orador espírita José Raul Teixeira estará em Barbacena no próximo dia 27 para apresentar o seminário “A visão de Deus”. O evento será no cinema da Epcar, das 9h às 12h.

Nascido em Niterói (RJ), José Raul Teixeira é formado em Física pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e tem pós-graduação em Metodologia do Ensino de Física pela mesma instituição, da qual é professor. Ele se iniciou no Espiritismo aos 16 anos; é orador espírita e viaja pelo Brasil e outros países, divulgando em conferências e seminários esse ideal religioso.

José Raul fundou em 4 de Setembro de 1980, com um grupo de companheiros, a Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói, que mantém um trabalho de assistência a crianças da favela e a suas famílias, atividade que foi transferida para os labores do Remanso Fraterno. Em 1989, ele inaugurou o Grupo Espírita Allan Kardec, em Viena, na Áustria, o primeiro centro espírita austríaco.

segunda-feira, julho 14

sábado, julho 12

Red Hot Chili Peppers - Scar Tissue

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Red Hot Chilli Peppers - Under The Bridge

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Congresso vai reunir espíritas no Vera Cruz nos dias 18 e 19

12/07/2008 às 00:23
Congresso vai reunir espíritas no Vera Cruz nos dias 18 e 19

O 1º Congresso Espírita de Uberaba vai reunir pessoas interessadas na doutrina e nas palestras que serão proferidas por conceituadas personalidades nos dias 18 e 19, no Cine Teatro Municipal Vera Cruz, com entrada franca. A abertura está marcada para as 19h e contará com programação musical a cargo do Coral Soraya D´Vinis, de Caldas Novas (GO), e do Grupo de Fabiano de Cristo, sob a regência de Rafaela Martinez. As inscrições podem ser feitas, gratuitamente, na Livraria Espírita Emmanuel, localizada na Artur Machado, na Galeria Fausto Salomão, ou no site http://www.congressoespirita-deuberaba.com.br. No dia 19, o evento tem início às 8h e se estende até as 21h30, com a presença de Marilusa Vasconcelos, que tem, entre outras faculdades mediúnicas, a psicopictografia, a famosa pintura mediúnica, em que grandes mestres pintaram por meio de sua mediunidade, como Leonardo Da Vinci, Renoir, Van Gogh, entre outros.
Para falar sobre o papel do espiritismo na transformação do espírito, o convidado é o deputado federal João Bittar Filho (de Uberlândia). O médium Ariston Santana Telles, de Brasília (DF), profere a primeira palestra, antes da explanação de Marilusa. Em seguida, o amigo pessoal do médium Chico Xavier e revisor de suas obras, considerado o bom senso da doutrina espírita, o médico Elias Barbosa, será o terceiro palestrante do dia. Ainda na programação, palestras de Mário Ratton; do escritor e orador espírita Walter Barcelos; do professor Octavio Olisseias, fundador e diretor da Unibem-Universidades Integradas Espíritas, de Curitiba (PR). Arnaldo de Hoyos Guevara, professor da PUC-São Paulo, proferirá a palestra das 20h, seguido pelo médium Maurício Crispim, que é médico e pesquisador em Goiás (GO).
Nesse mesmo dia, Marilusa Vasconcelos fará uma pintura mediúnica, com duração de duas horas, com sorteio de um dos quadros para os congressistas. As outras obras serão vendidas para ajudar uma instituição de caridade de Uberaba e São Paulo. (RD)

http://www.jornaldeuberaba.com.br

A GUERRA

Para vocês uma guerra é apenas uma guerra, justa ou injusta, com mais ou menos dignidade ou prepotência. Quem tem razão? Uns dizem que uns, outros dizem que outros, cada um com o seu parâmetro.

Para nós cá em cima, uma guerra à escala global, como essa em que vivem, serve para podermos compreender o nível evolutivo das pessoas. Quem escolhe a paz, que é invisível, não se vê, que é apenas um conceito? Quem escolhe a guerra como única solucionadora de conflitos graves? A guerra vê-se, tem tanques, soldados, armas e mísseis. Quem está lá em baixo? Quem está cá em cima? Quem já subiu uma oitava e reconhece conceitos, escolhas invisíveis?

A escolha é a materialização do livre arbítrio e esse é o maior presente que podem receber. Não necessariamente a coisa mais fácil de gerir. As escolhas reflectem o livre arbítrio.

É pela escolha da paz ou da guerra como solução de conflitos mundiais graves que, daqui de cima, conseguimos avaliar o nível evolutivo dos habitantes da terra. Estamos a fazer uma espécie de exame. Temos de conhecer as escolhas de cada um para proceder à purificação final.

Este Jesus Cristo Que Vos Fala, Livro 2
Alexandra Solnado

quinta-feira, julho 10

Dia Nacional do Espiritismo

Foi aprovado no dia 6 de dezembro de 2007 pela Câmara, o Projeto de Lei que cria o Dia Nacional do Espiritismo. A data instituída é 18 de abril, em homenagem ao dia que Allan Kardec lançou "O Livro dos Espíritos", marco inicial da doutrina espírita.

O projeto é de autoria da deputada Gorete Pereira (PR-CE) e recebeu o parecer favorável do relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputado Wladimir Costa (PMDB-PA).

A autora do projeto lembra que o Brasil é a maior nação espírita da atualidade e que os praticantes brasileiros têm realizado "obras extraordinárias no campo da assistência social", como define a doutrina espírita. Gorete Pereira também destaca a figura do médium Chico Xavier, segundo ela fundamental para a difusão do espiritismo no Brasil.

O projeto foi encaminhado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ao Senado no dia 27 de março de 2008 e aguarda votação.

Vale lembrar que em 27 de abril de 2007, a Câmara, em sessão solene do Plenário, homenageou os 150 anos do "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. O autor do requerimento de homenagem, deputado Luiz Bassuma (PT-BA), afirmou que a grande contribuição do espiritismo à Humanidade não é a de ser mais uma entre as mais de 4 mil religiões do mundo, "mas a de ter desenvolvido uma filosofia e um arcabouço científico inéditos no universo religioso".

Durante a sessão, da qual participaram dirigentes de diversas entidades espíritas, o deputado Vital do Rego Filho (PMDB-PB) discursou em nome da liderança de seu partido e destacou que em nenhum outro país a doutrina espírita mostra-se tão intensa quanto no Brasil. A cada ano, são comprados em torno de 8 milhões de livros sobre o tema, informou. "Unem-se esses homens e mulheres por um tocante sentimento de solidariedade cristã e de amor ao próximo, forças espirituais que nos aperfeiçoam como seres humanos e nos engrandecem como nação, na luta que todos empreendemos por uma realidade melhor e mais digna", afirmou o deputado, que lembrou também o exemplo de fraternidade de Chico Xavier para o Brasil e para o mundo.

Para saber do projeto na íntegra: PL -291/200


http://www.sidneyrezende.com/noticia/14631

João Bosco - Caminhos Cruzados Um barzinho um violão

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Joao Bosco - Papel Mache - Altas Horas

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domingo, julho 6

A História de Evil

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Betancourt fala em rádio francesa para reféns na Colômbia

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Betancourt fala em rádio francesa para reféns na Colômbia
Plantão | Publicada em 06/07/2008 às 14h27m
Reuters/Brasil Online
PARIS (Reuters) - A franco-colombiana Ingrid Betancourt, ex-refém das Farc resgatada na quarta-feira após seis anos e meio em cativeiro dentro da selva colombiana, falou em Paris para os reféns que ainda se encontram nas mãos da guerrilha e falará novamente para eles na segunda-feira.

Ela falou à rádio colombiana Caracol -que criou um programa destinado aos reféns, chamado "Voces del secuestros" (A Voz dos Sequestrados)- para dizer para seus antigos companheiros que "a liberdade chegará em breve".

Ele falará novamente na Radio France Internationale na segunda-feira. Esta rádio foi a que colocou sua transmissão em espanhol à disposição de Mélanie e Lorenzo, seus filhos, que enviavam recados para sua mãe toda segunda, quarta e sexta-feira às 5h10 (horário colombiano).

"Ingrid Betancourt escolheu a RFI para enviar uma mensagem de apoio para aqueles que continuam presos na selva colombiana", anunciou a rádio. Ela falará em espanhol e depois em francês.

A rádio é o único contato dos prisioneiros das Farc com o mundo exterior, confirmou Betancourt após seu resgate.

Os reféns somam centenas, podendo chegar a milhares, segundo fontes. Alguns já estão presos há mais de 10 anos pelo movimento que se armou nos 1960.

Pressionado por Ingrid Betancourt, o presidente francês Nicolas Sarcozy assegurou na sexta-feira que a França fará o possível para libertar estes reféns e reiterou que seu país vai acolher os membros da guerrilha colombiana que escolherem deixar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, uma proposta controversa.

(Reportagem de Thierry Lévêque)