sexta-feira, agosto 31

Um Pensamento de Clement Marot (Elegia, séc.16 )


O amor e o medo

faz morrer.







Clément Marot
(Elegia, séc.16)






Ana Belo

'O Pequeno Livro da Angústia e do Medo'

artepluraledições

Como arranjar emprego : 23 dicas

Como arranjar emprego : 23 dicas

O excelente blog
Quintus publicou recentemente um post baseado por sua vez no podcast “Secrets of the Job Hunt” de Greg Farley , “23 Creative Ideas to find Job” .
Tratam-se de 23 idéias disciplinares que auxiliam na obtenção de um emprego. O Quintus adicionou seus comentários ao material original de Greg Farley, e nós, aqui do Marginalia, vamos adicionar, possivelmente os nossos. Em virtude de nosso modelo editorial, publicaremos uma dica ao dia

Como Arranjar Emprego (1)

Tenha sempre cartões de visita

Mesmo quando está sem trabalho deve ter sempre um cartão de visita, em papel e no formato habitual que possa entregar em qualquer circunstância que seja oportuna…
É que esta pode surgir a qualquer momento, em qualquer lugar e deve carregar consigo - sempre - estes cartões…
Pode mandar fazê-los numa gráfica ou imprimi-los você mesmo, como preferir, mas coloque aqui todos os seus contactos pessoais, desde o telefone ao e-mail e ao - muito importante - Blog. Sim, se não o possui, abra um blog. Não esqueça de incluir uma pequena frase, ou lema, sobre si mesmo, que transmita ao potencial empregador uma ideia positiva sobre si mesmo…
Aliás, esta mesma frase deve acompanhar cada mensagem de e-mail que enviar dentro deste contexto. Será seu slogan pessoal.
Se tiveres ainda alguma graninha peça a um designer gráfico para produzir o seu cartão de visitas. Além de transmitir mais profissionalismo estará ajudando a manter o emprego do designer gráfico, que, se desempregado, pode ser um concorrente para seu futuro emprego.
Eu também achei uma óptima, até porque estou desempregada!Só quem as vive sabe o que custa! Mas vive-se! Sempre pensando que chegará a hora!
Assim se vive em portugal, também!
Madalena

Um Amor de Verdade- Muito Bonito

Assumidamente retrô -Três vezes premiado com o Jabuti, o amazonense Milton Hatoum afirma que seus romances têm "um pé no século 19"

Assumidamente retrô

Três vezes premiado com o Jabuti, o amazonense Milton Hatoum afirma que seus romances têm "um pé no século 19"
Considerado hoje um dos grandes ficcionistas nacionais, o amazonense Milton Hatoum tem se habituado com facilidade ao sabor da vitória. Seu terceiro romance, Cinzas do Norte (1), lançado em 2005, foi a obra mais premiada da literatura nacional nos últimos dois anos: ganhou, além dos Jabutis de melhor romance e Livro do Ano em Ficção, também o Portugal Telecom de 2006, um dos prêmios que melhor pagam a um autor no Brasil. E por pouco também não levou o Passo Fundo Zaffari e Bourbon desta edição da Jornada - conforme revelou o mestre de cerimônias Ignácio de Loyola Brandão em um debate na tarde de ontem, O Outro Pé da Sereia, de Mia Couto, venceu por uma pequena margem.- Não vou dizer que não gosto de prêmios.
O Cinzas do Norte foi inundado com talvez mais prêmios até do que mereceria, mas o fato é que isso me permitiu finalmente viver de literatura. Não se escreve pensando nos prêmios, mas é bom quando eles vêm - disse ontem o escritor.Milton Hatoum tem uma voz grave e lenta como a correnteza do Rio Amazonas presente em sua obra.
Apesar de esta ser sua primeira viagem a Passo Fundo, Hatoum já veio várias vezes ao Rio Grande do Sul, tantas que se considera gaúcho honorário. Seu romance anterior, Dois Irmãos (2), também vencedor do Jabuti, é leitura obrigatória para dois vestibulares do Estado, um deles o da UFRGS. Hatoum pronunciou a conferência de inauguração do Curso de Formação de Escritores da Unisinos, em agosto do ano passado, e até o mais conhecido autor gaúcho, Luis Fernando Verissimo, prestou-lhe uma bem-humorada homenagem ao incluí-lo como um personagem do romance O Opositor, cuja história se passa em Manaus. (CARLOS ANDRÉ MOREIRA, Zero Hora)

EntreLivros traz entrevista exclusiva com Lygia Fagundes Telles






EntreLivros traz entrevista exclusiva com Lygia Fagundes Telles
A edição de setembro de EntreLivros dedica seu dossiê de capa à escritora paulista Lygia Fagundes Telles, autora dos romances "As Meninas", "Antes do Baile Verde", "Ciranda de Pedra", entre muitos outros.

O grande destaque do dossiê é a entrevista exclusiva concedida pela autora, em sua casa, em São Paulo.

Com a elegância de sempre, simpática e falante, Lygia recebeu a equipe de EntreLivros para falar de vida, afetos, perdas e literatura.Integra o dossiê um perfil da escritora feito por Julián Fuks, que se concentra principalmente em mostrar como, na obra de Lygia, há sempre uma intensa relação entre a palavra falada e a escrita, marca adquirida ainda na infância.

O crítico literário Fábio Lucas assina "Com açúcar e com afeto", uma análise do conjunto da obra da escritora, que, ao lado de Clarice Lispector, revigorou o repertório da ficção brasileira. Lucas atravessa toda sua obra, desde o romance que a fez despontar, "Ciranda de Pedra", de 1954, até o recente "Conspiração de Nuvens", ainda no prelo, com lançamento previsto para esse ano.Um artigo sobre a nova safra de escritoras brasileiras completa o dossiê. Ainda nessa edição, EntreLivros publica uma entrevista com o português de origem angolana Gonçalo M. Tavares, um dos mais contundentes escritores da atual literatura portuguesa.


Sobre EntreLivros - www.revistaentrelivros.com.br


[Revista recebida em cortesia]


Brian de Palma leva os horrores da guerra no Iraque ao Festival de Veneza

Brian de Palma leva os horrores da guerra no Iraque ao Festival de Veneza

VENEZA, Itália, 31 Ago 2007 (AFP) - O cinema americano marcou presença nesta sexta-feira do Festival de Veneza com "Redacted", um filme do mestre do suspense Brian de Palma que causou impacto com suas cenas cruas e fortes sobre os erros cometidos pelas tropas dos Estados Unidos na guerra no Iraque.O filme, que compete com outras 22 produções ao Leão de Ouro, utiliza apenas material sobre a guerra que circula na Internet e constitui uma denúncia dos "danos colaterais" causados pelas tropas americanas ao país árabe."A forma e o estilo do filme foram ditados pelo material que encontramos on-line", declarou o director na colectiva de imprensa.De Palma faz seu filme começar a partir de um elemento verídico: o estupro, em Março de 2006, por parte de uma patrulha de soldados americanos de um adolescente iraquiana de 14 anos, que foi em seguida assassinada e incinerada junto com toda a família."De novo uma guerra insensata produziu uma tragédia insensata", declarou o veterano director americano, que há 18 anos, através de "Pecados de guerra", denunciou os horrores do Vietnã.Realizado com um estilo muito actual, o filme mescla documentário com obra de ficção, cenas tiradas dos sites árabes da Internet assim como do portal Youtube, execuções verdadeiras com fictícias, imagens dos noticiários de TV e dos "blog" dos soldados americanos."Redacted", que é a fórmula empregada pelos de comunicação para "limpar" as imagens mais cruéis da guerra de maneira que não choquem o público e não dêem base para denúncias legais, deixa atônito o espectador no final quando apresenta uma série de fotografias de vítimas civis: crianças, mulheres grávidas e idosos.É sólida a reconstrução da vida cotidiana dos soldados americanos, muito deles de origem hispânica, a maioria garotos assustados, que, com frequência se drogam para suportar a experiência, conscientes da inutilidade da guerra e que filmam tudo com suas câmaras permanentemente conectadas à Internet.De Palma se serve dessas imagens para denunciar que os meios de comunicação se auto censuram e estão a serviço do poder."Esta guerra acabará quando as fotografias, suas imagens, chegarem a um público mais amplo. Porque estão à disposição de todo o mundo, mas os meios de comunicação não as utilizam alegando vínculos legais", declarou De Palma.O novo filme de De Palma será distribuído pela Magnolia Pictures em salas de cinema independentes."É um filme doloroso, terrível", admitiu De Palma, que espera que a pressão da opinião consiga a retirada dos soldados americanos do Iraque.Durante o terceiro dia do festival também foi projetado outro filme de denúncia americano, "Michael Clayton", de Tony Gilroy, com George Clooney no papel de um advogado que defende uma multinacional de produtos químicos acusada de envenenar as pessoas.Clooney, que sempre seduz o público com sua disponibilidade e suas posições políticas democráticas, desta vez não pôde esconder sua contrariedade por uma pergunta de carácter ético sobre o fato de denunciar as multinacionais em um filme e, ao mesmo tempo, protagonizar a propaganda de seus produtos na vida real."Sua pergunta é irritante, não tenho uma resposta", afirmou, com tom aborrecido.


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Mata Cavalo é protegida por Ação Civil Pública-Brasil

Mata Cavalo é protegida por Acção Civil Pública


(30/08/2007 - 12:12)

Brasília, 30/08/2007


A comunidade quilombola de Mata Cavalo, localizada no município de Nossa Senhora do Livramento-MT, conseguiu na Justiça permanecer em seu território. A Desembargadora Federal Assesete Magalhães ratificou a permanência da comunidade nos autos da Acção Civil Pública nº 2002.36.00.06620-8.Desde 2003, a comunidade sofre acções judiciais de reintegração de posse por parte dos fazendeiros.
A Acção Civil Pública determinou que "os membros da comunidade negra de Mata Cavalo devem permanecer no espaço territorial onde vivem tradicionalmente há muitos anos".
Até que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) promova a desapropriação e indemnização dos fazendeiros, a acção civil pública vai garantir que as famílias quilombolas permaneçam em suas terras. Mata Cavalo foi reconhecida pela Fundação Cultural Palmares em 28 de Outubro de 1999, antes ainda do Decreto 4.887/2003, que dá o direito de auto-reconhecimento às comunidades remanescentes de quilombos.

ASCOM/FCP/MinC

Coldplay

Música francesa

Jean-François Maurice
28º à l'ombre


Frédéric François
Un quelque mots
Jane Birkin/Serge Gainsbourg
Je t'aime, moi nom plus (vídeo)
Art Sullivan
Petite Demoiselle

quinta-feira, agosto 30

Milton Nascimento e Chico Buarque - O QUE SERÁ (1976)

Terceiro CD de Maria Rita



Por Fábio Vizzoni
Foto: divulgação
27 de agosto de 2007
Esta é a capa do terceiro CD de Maria Rita, Samba meu, que chega às lojas de todo o Brasil no próximo dia 14 de setembro, via Warner Music.O disco, produzido por Leandro Sapucahy e co-produzido por Maria Rita, terá lançamento simultâneo nos Estados Unidos, América Latina, México, Portugal e Israel, e em outubro, no Reino Unido.Samba meu reúne canções do gênero, entre elas Tá perdoado, em execução nas rádios. Confira.

Escritores Pedem Fim da era Vargas em 1942

Escritores Pedem Fim da era Vargas



Da Redacção Transcrito da edição 110 do jornal "O Escritor"


Em 1942, por iniciativa de escritores contrários à falta de liberdade de expressão imposta pelo Estado Novo, foi fundada no Rio de Janeiro a Associação Brasileira de Escritores. Entre seus fundadores incluíam-se Otávio Tarquínio de Sousa (presidente), Sérgio Buarque de Holanda, Astrojildo Pereira, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Sérgio Milliet, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Érico Veríssimo.Em 1944, incentivada por Jorge Amado, Aníbal Machado, Oswald de Andrade e outros, a associação resolveu realizar um congresso. Assim no dia 22 de Janeiro de 1945, aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo o 1o Congresso Nacional de Escritores.


A reunião foi uma manifestação de oposição ao governo Vargas, contribuindo para aprofundar a crise do regime.


Participaram do encontro nomes expressivos da intelectualidade do país, além de convidados estrangeiros e a repercussão internacional foi expressiva a ponto de merecer mensagem de saudação de Einstein.


A mesa directora era composta, entre outros, por Aníbal Machado (presidente), Sérgio Milliet, Dionélio Machado, Murilo Rubião e Jorge Amado.


Durante o encontro foi redigido um manifesto exigindo a legalidade democrática como garantia da completa liberdade de pensamento, e a instalação de um governo eleito pelo povo mediante sufrágio universal directo e secreto.






Graciliano Ramos


Irei pesquisar mais, sobre este grande escritor brasileiro!
Que vivenciou essa época, bem por perto!

Moulin Rouge

Cantor João Gouvêa Lemos Caiano-Improviso e Espontaneidade

João e Inês em Loulé





Oração em favor ao doente-Allan Kardec




Meu Deus, os Vossos desígnios são impenetráveis e, na vossa sabedoria, julgastes necessário afligir minha Tia com a doença. Deitai,eu Vos suplico, um olhar de compaixão sobre os sofrimentos e dignai-Vos pôr-lhe um fim.

Bons Espíritos, ministros do Todo-Poderoso, eu vos suplico, secundai o meu desejo de o curar. Dirigi o meu pensamento, a fim de que ele vá verter um bálsamo salutar sobre o seu corpo e o consolo sobre a sua alma.

Inspirai-lhe a paciência e a submissão à vontade de Deus; dai-lhe a força de suportar as suas dores com resignação cristã, para que não perca o proveito desta provação.


A Oração Segundo o Espíritismo

Allan Kardec

Peter Gabriel - Sky Blue

Brasil dominou tráfico de escravos no mundo






Brasil dominou tráfico de escravos no mundo

Pablo UchoaDe Londres



Jornal de 1860 ilustra navio capturado quando ia para Cuba

(Imagem New York Public Library)


O mais completo banco de dados já organizado sobre o tráfico de escravos no mundo confirma que o Brasil e os portugueses tiveram um papel central no comércio negreiro durante séculos.

Organizado por historiadores da Universidade de cccEmory, em Atlanta, nos Estados Unidos, e de Hull, na Inglaterra, o banco de dados reúne quase 35 mil viagens de navios negreiros realizadas entre 1501, quando há registro da primeira leva de escravos, e 1867, quando o tráfico foi abolido.
O site, a que a BBC Brasil teve acesso, será lançado junto com um volume de ensaios cuja previsão é chegar às livrarias em janeiro de 2008.
O banco de dados é uma volumosa atualização de um CD-Rom lançado em 1999 por Richardson e o historiador David Eltis, de Emory, que continha informações sobre 27 mil viagens de navios negreiros.
Leia também: No ápice do tráfico, Brasil recebeu 775 mil crianças escravas
Hegemonia
Para pesquisadores brasileiros, a nova edição online é ainda mais importante porque o grosso das informações adicionadas no banco trata de expedições à América Latina, em especial ao Brasil.
Mais de 5,2 mil jornadas de navios brasileiros e portugueses foram mapeadas pela primeira vez. Levando em conta todas as nacionalidades, quase 20 mil viagens que já estavam incluídas na primeira edição ganharam novos dados.
Eltis e Richardson sublinham que os novos dados mostram uma hegemonia de portugueses e brasileiros no comércio de escravos "bem maior do que pensávamos há cinco anos".
Embarcações brasileiras e portuguesas carregaram quase 5,8 milhões de escravos, cerca de 95% deles para o Brasil. Navios britânicos, que o senso comum julga serem os mais ativos no comércio negreiro, levaram cerca de 3,1 milhões.
"Os ingleses, na verdade, não foram os maiores mercadores de escravos, como muitos supõem. Agora, parece que a dominância britânica do tráfico de escravos se resumiu a apenas oito de treze décadas entre 1681 e 1807, entre dois longos períodos de hegemonia brasileira e portuguesa em que a participação britânica foi trivial", escrevem os pesquisadores.
'Chutômetro'
Os novos dados conferem nova dimensão a fatos já conhecidos de historiadores brasileiros, como o de que o comércio de escravos era dominado por agentes baseados no Brasil e não em Portugal – ou seja, na colônia, e não na metrópole.
Estudos conduzidos pelo historiador da UFRJ Manolo Florentino mostraram que três quartos dos mercadores que controlavam o tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro entre 1790 e 1830 eram sediados no Brasil.
Outra informação que o banco de dados contesta é a de que um contingente igual ao dos mais de 10 milhões de escravos que chegaram às Américas morreu na travessia.
O mapeamento indica que 12,5 milhões deixaram a costa africana durante o período da escravatura, ou seja, o número de mortos ficaria em torno de 2,5 milhões.
"Estas estimativas foram feitas em uma época em que se trabalhava com o 'chutômetro'", diz Florentino. "O trabalho de Eltis e Richardson tem o mérito de criar uma padronização, e de aproximar da realidade as estatísticas."
Mar de informação
Usuários poderão examinar de onde saiu e onde chegou cada uma das embarcações, a duração da viagem, quantos escravos foram comprados e vendidos (e a que preço), a nacionalidade do navio e até o nome do capitão.
Na introdução da obra, a ser publicada pela imprensa da Universidade de Yale, os organizadores esperam oferecer subsídios para o que chamam "uma nova era de estudos sobre o comércio escravagista".
Os artigos, assinados inclusive por pesquisadores brasileiros, como o historiador Manolo Florentino, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, oferecerão uma primeira interpretação da mais completa base de dados sobre o tráfico negreiro disponível no mundo.
O professor David Richardson, da Universidade de Hull, explica que a idéia por trás do banco de dados é prover informações para que pesquisadores se debrucem sobre aspectos menos conhecidos do tráfico negreiro.
"Existe uma mudança em relação à pesquisa sobre o tráfico negreiro. Já temos o quadro geral de como a atividade funcionava, agora precisamos desconstruir essas viagens e analisar o que realmente acontecia nos navios", diz Richardson.
"O estudo do dia-a-dia do tráfico negreiro é que vai trazer seres humanos para dentro da História, fazer com que os escravos deixem de ser apenas números."

Liverpool ganha Museu da Escravidão




Liverpool ganha Museu da Escravidão; veja fotos

O racismo da Ku Klux Klan é um dos flagelos dos afro-descendentes
A cidade de Liverpool, mais conhecida como berço dos Beatles, abriu nesta semana o Museu da Escravidão Internacional, totalmente dedicado ao comércio negreiro e suas conseqüências no mundo.
A coleção exibe fotos, objetos e vídeos que não só abrangem a época da escravidão, mas cobrem os sucessos e problemas enfrentados por ex-escravos e descendentes dos séculos posteriores até hoje.
Clique aqui para ver fotos de objetos em exposição no museu
A intenção da mostra, no entanto, não é apenas traçar uma história de flagelos, mas destacar também a sobrevivência e promoção da cultura africana em todo o mundo, como conseqüência da escravidão.
O museu é dividido em três áreas:
Na seção "Vida na África Ocidental" são apresentados os diferentes povos e culturas que foram vítimas dos navios negreiros.
Brasileiros
Na área batizada de "Passagem Média", o museu revela a brutalidade e o trauma vividos pelos africanos escravizados e embarcados para serem vendidos nas Américas.
A terceira seção chama-se "Legados da Escravidão", que tenta sintetizar o racismo e a discriminação enfrentados pela população negra, após a abolição da escravatura.
Nesta seção, foi construído um painel com 76 personalidades afrodescendentes, que de alguma forma contribuíram para a divulgação e ampliação da cultura africana ou para o combate ao racismo e à discriminação.
Entre essas figuras históricas, que incluem o boxeador Muhammed Ali e a apresentadora Oprah Winfrey, estão os brasileiros Pelé, a política Benedita da Silva e o capoeirista mestre Pastinha.
Há também uma vasta seleção da música criada por afrodescendentes, da qual vários fazem parte.
A cidade portuária de Liverpool foi um dos centros do comércio escravagista no século 18, e a abertura do museu coincide com o Dia Mundial de Lembrança da Escravidão, que marca o dia de uma rebelião de africanos escravizados na ilha de Santo Domingo (que hoje abria o Haiti e a República Dominicana) em 1791.
A comemoração, no dia 23 de agosto, foi criada pela Unesco para lembrar que os próprios escravos foram os principais responsáveis pela própria libertação

António Variações-Adeus que vou-me embora

O Mundo "globalização"

O Mundo

O momento histórico e político que vivemos, "globalização", não é outra coisa senão a consumação dos tempos (1), algo previsto em todas as tradições autênticas. Sob o comando americano-sionista(2), especialmente a partir da conspiração do 11/9, foi declarada guerra aberta contra o Islã e todas as demais doutrinas sagradas e religões(*). Trata-se da imposição a todos, na base da força bruta, da famigerada "democracia", regime político laico sem fundamentos, com objetivo de destruir todas as formas tradicionais de governo ainda remascentes. A brutal invasão do Afeganistão e Iraque foram os primeiros passos e o próximo certamente será o Irã, que está sendo "convidado a voltar para a civilização". Bush e Condollezza são grotescas marionetes não apenas de Dick Chaney mas de uma cúpula dirigente extremamente discreta que sobrevive há décadas às alternâncias de governos republicanos e democratas. O assassinato de Kennedy e o 11/9, por exemplo, foram decididos por esta suprema instância governamental americano-sionista. Estes dois eventos, apesar de "espetaculares", não são os mais importantes : há mais de um século o Governo Oculto vem traçando e implementando as grandes linhas de um projeto muito mais amplo e devastador que meros objetivos geopolíticos de curto ou médio alcance. Domínio da informação, destruição da moral e das religiões, imposição do materialismo - e da democracia - como "filosofia", tudo isto está claramente expresso nos famosos "Protocolos".
Henry Ford (ele mesmo, o industrial inventor da linha de montagem), que publicou "Os Protocolos dos Sábios de Sião" nos Estados Unidos, tem uma das melhores definições sobre este manifesto tão controverso: "A única afirmação que me importa fazer sobre os Protocolos é que servem para o que está a acontecer. Têm 16 anos, e encaixaram na situação mundial até agora. Continuam a encaixar."
Ford fez estas declarações em 17-2-1921, ao jornal Dearborn Independent, que citou os Protocolos como prova de uma alegada conspiração sionista até, pelo menos, 1927.______________(*) A estratégia deste plano sinistro está clara e didaticamente descrita em "Civil Democratic Islam: Partners, Resources and Strategies", de Cheryl Bernard, em www.rand.org/publications/MR/MR1716.(1) Ver "O Reino da Quantidade e os Sinais dos Tempos", de René Guénon (2) Nunca confundir o movimento sionista com judeus ou Judaísmo. Sionismo é um movimento político laico e materialista cujo principal projeto ligou-se à fundação do Estado de Israel. Judaísmo é uma religião ortodoxa que remonta a quatro milênios.
Ver a este respeito:"Advertência importante sobre a diferença entre Judaísmo e Sionismo".

quarta-feira, agosto 29

Fishing

A Arte da Prudência- Não se entregar ao mau humor.Baltasar Gracian



69' Não se entregar ao mau humor.


Um grande homem nunca se sujeita às variações anímicas. É uma lição de prudência à reflexão sobre si próprio, conhecer a sua verdadeira disposição, preveni-la e mesmo desviar-se até outro extremo para encontrar o equilíbrio do bom-senso entre a natureza e a arte.



Conhecer-se é começar a corrigir-se. Há monstros de impertinência que estão sempre de mau humor e os afectos variam com ele; eternamente arrastador por esta grosseria destemperança, aventuram-se de forma contraditória.



E este excesso não só corrompe a vontade. como atinge o discernimento, e altera a vontade e o entendimento.






A Arte da Prudência



Por Baltasar Gracian



Ed.Planeta

terça-feira, agosto 28

Queen, David Bowie e Mott the Hoople - All The Young Dudes

Dire Straits Money For Nothing (1984)




A hipocrisia de uma sociedade globalizada




Para nunca esquecermos, voltarei sempre para puxar para cima este drama que se vive, nos países chamados de sub-desenvolvidos!





Fala-se muito, escreve-se bastante,até se copia e cola-se muito, mas muito pouco se faz!





As refeições exageradas, continuam nas nossas mesas, enquanto a maior parte do mundo não come nem um grão de arroz!





Quere -se vedetismo à custa da miséria destes povos,não se quer ajudar!





Quere-se orgulhar do que se copia, mas não se dá de comer a um pobre!





Procura-se inimigos, não amigos!





Tudo apenas, para que se possa olhar para o próprio umbigo e não para o que se passa no nosso Planeta Terra.





Recebi novas imagens da hipocrisia dos adultos. E a maldade pura,para seu proveito:





Todas as mulheres em Rita Lee






Todas as mulheres em Rita Lee




Em entrevista exclusiva ao Música e Letra, a paulistana mais carioca do pedaço fala sobre o novo DVD, carreira, netos e o futuro



Maio é, tradicionalmente, o mês das noivas e das mães.


Momento de transformação e realização para boa parte das mulheres do Brasil e do mundo, seja com os casamentos que se iniciam, seja com seus filhos, netos e bisnetos.


Certamente o período perfeito para o novo lançamento de Rita Lee: prestes a completar 60 anos de vida e 40 de carreira, a cantora e compositora - símbolo da inteligência e irreverência feminina, casada, mãe de três filhos e avó da pequena Izabella - reuniu histórias de vida e momentos de sua carreira em "Biograffiti", box com três DVDs que marca a sua estréia na Biscoito Fino.Por e-mail, Rita Lee conversou com exclusividade para o Música e Letra, e falou sobre este momento especial de sua vida, marcado com homenagens e novas histórias a serem contadas.
Por
Fábio Vizzoni
04 de maio de 2007



Música e Letra "Biograffiti" faz um apanhado de seus grandes sucessos, traz momentos raros (como o encontro com João Gilberto em "Joujoux et Balagandans", de 1980) e apresenta três canções inéditas - "Tão", "Dinheiro" e "Eu sou do tempo". Como foi reunir quatro décadas em três discos?Rita Lee Realmente as 4 décadas da minha vida musical não couberam em apenas 3 dvds e nem esta era a intenção inicial, portanto a novela continua, inclusive os próximos capítulos já estão sendo gravados.M&L Chico Buarque narrou sua própria história em 12 DVD's, dirigidos pelo mesmo Roberto de Oliveira. Você em três. Ficou muita coisa de fora ou mais histórias virão por aí no futuro?




RL Putz, acho que já respondi acima...M&L Com o lançamento do box você estréia na Biscoito Fino, uma gravadora que, gradativamente, vem se assemelhando à Philips dos anos 70, por abrigar os grandes nomes da música brasileira (e você também estava lá!). Como está sendo a acolhida nesta nova casa?RL Meu, os biscoitenses são gente fina e respeitosa, tem um "quê" de gravadora independente bastante bem vindo no meio de tantas majors viciadas na falta de visão do mercado musical e hábitos um tanto ultrapassados. Estou adorando trabalhar com eles, é um casamento que promete muitos filhos.




M&L Seus "compadres" Caetano e Gil estão, aos poucos, diminuindo a quantidade de apresentações ao vivo, pisando no freio... Rita, o povo quer saber: você realmente vai parar de fazer shows?




RL Pois é, seguindo o exemplo dos meus mestres, também pretendo trocar as subidas ao palco por novas aventuras e virar bicho do mato, para plantar hortinhas, aprender a cozinhar em fogão a lenha, fazer compotas de frutas, escrever livros, aprender chinês... isto não significa que vou deixar de gravar discos e, se a grana for compensadora, até faço um showzinho aqui e ali.




M&L Em entrevista a uma rádio carioca em 1979 (no lançamento do LP "Mania de você"), você e Roberto diziam que o pequeno Beto - então com dois anos de idade - levava jeito para a música, cantava todos os sucessos etc. A suspeita se confirmou. E com Izabella? ela já dá sinais de que pode vir a trilhar o mesmo caminho dos pais e avós?




RL Ziza Lee por enquanto tem demonstrado mais talento para a dança, ela faz umas piruetas que não dá para acreditar. As vezes penso que, na vida anterior, minha neta não teria se chamado Isadora Duncan?




Rita durante o show na Praia de Copacabana: com a neta Izabella e Roberto de Carvalho (foto 1) e homenageando a cidade com a frase: "Eu sou o Rio" (foto 2)



M&L Todo artista que faz muito sucesso, rapidamente vira alvo de intrigas e fofocas. E com você não foi diferente - isto em um tempo onde os "paparazzi" não eram moda no Brasil e no mundo. Inventaram mil histórias, disseram que você tinha anorexia, leucemia... esta imprensa marrom te deu sossego, Rita?




RL Talvez a imprensa marrom já tenha se amarelado um pouco e desistido de fazer o meu velório antes do meu cadáver aparecer.




M&L Vejo muitos jornalistas por aí sempre perguntando a mesma coisa: "que momento de sua carreira você gostaria de esquecer?". Então, quero propor o inverso: Rita, qual momento desses quarenta anos você considera inesquecível, o mais feliz, o mais vibrante?




RL Foram vários, mas escolho a época da turnê "Lança perfume".




M&L Você já passou pela TV e pelo cinema, e sempre afirmou seu carinho pela dramaturgia - inclusive como consumidora compulsiva de novelas. Encarnou Raul, Bellatrix, Lita Ree, Gungun, Mabel, Regina Célia, Aníbal... qual personagem você ainda gostaria de interpretar?




RL Imagino que eu faria muito bem o papel da filha de Dercy Gonçalves.
Rita em "Alô alô marciano, durante o show no Morro da Urca, em novembro de 2006




M&L No próximo dia 25 você receberá o título de "Cidadã Honorária do município do Rio de Janeiro". O que a "paulista branquela, sofredora corinthiana" está achando disso e, consequentemente, aguardando para esta homenagem?




RL Meu, vou receber o Oscar das cidadanias que é o da cidadania carioca, é uma honra pra lá de Salvador Dali, certamente será um dia inesquecível na minha vida.




M&L Neste 2007 de tantas novidades e outras homenagens (como a coleção da Rosa Chá), qual a mensagem que você gostaria de deixar a quem te acompanha ao longo destes 40 anos?




RL São várias gerações de fãs... aos sessentões e cinqüentões, agradeço a fidelidade e a confiança de recomendarem minha música aos seus descendentes... aos quarentões e trintões, agradeço por apostarem em minha sobrevivência... e à juventude, agradeço pela curiosidade de ver uma múmia como eu ainda chacoalhar o esqueleto.






Rita Lee - Doce Vampiro








Os homens pensam que possuem uma mente mas é a mente que os possui







"Os homens
pensam que possuem uma mente,
mas é a mente que os possui"





"Há pessoas que amam o poder,
e outras
que tem o poder de amar"




"Para mim a liberdade só existe quando um povo se une.
A liberdade só existe quando ela também é mental.
Minha mente só se liberta quando eu louvo a
Ras Tafari-l"




"O homem quando bebe álcool, afia uma faca e mata.
Mas quando fuma erva ele afia uma faca e diz:
Deixa, a vida mostrará a ele"




"Para que os olhos verdes, se posso tê-los vermelhos
E se o vermelho de meus olhos,




Vem do verde da natureza"




Bob Marley

My new look


segunda-feira, agosto 27

wikipedia Uma boa noticia

Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007

wikipedia,uma boa noticia...

Ferramenta online rastreia edições de Wikipédia

Uma nova ferramenta online batizada de WikiScanner foi colocada no ar e permite a qualquer internauta descobrir editores anônimos de artigos da popular enciclopédia Wikipédia.A Wikipédia é uma enciclopédia colaborativa, isto é, permite que qualquer usuário altere seu conteúdo e, embora encoraje seus participantes a se identificarem, também permite edições anônimas, baseadas apenas no IP.Com o anonimato, por diversas vezes a Wikipédia já foi utilizada para fins escusos, por exemplo, com alterações feitas por políticos que queriam derrotar mais facilmente seus rivais, conforme noticiou o
site Katu.Virgil Griffith, cientista da computação da universidade californiana CalTech, pretende acabar com isso e, combinando os endereços IP inseridos em cada um dos artigos editados anonimamente nos últimos cinco anos com informações públicas, foi capaz de indicar uma série de alterações realizadas por grandes instituições e meios de comunicação.Enquanto muitas das edições teriam sido feitas baseadas em interesses próprios, como é o caso de computadores de cientólogos utilizados para remover críticas à cientologia (scientology), outras foram feitas apenas para matar o tempo, como é o caso de diversos artigos sobre programas televisivos incrementados por usuários de computadores da CIA.Um artigo na Wired explicou que, para que a ferramenta funcionasse, o programador utilizou a opção de download da Wikipédia e baixou a enciclopédia inteira. Então isolou todas as modificações e endereços IP, correlacionando-as com históricos de serviços de pesquisa gratuitos e pagos.O banco de dados final ficou com 34,4 milhões de edições vindas de 2,6 milhões de organizações ou indivíduos em ambientes empresariais, com inserções de dados positivos, material como press-release ou exclusão de trechos carregados de pontos negativos.A intenção de Griffith é incomodar algumas companhias e organizações, porém a iniciativa já atrai diversos fãs, inclusive Jimmy Wales, fundador da Wikipédia, que afirmou que a ferramenta é fabulosa e que tem todo seu apoio.O WikiScanner, que está um pouco lento devido à grande atenção recebida da mídia e sua conseqüente guinada em popularidade, pode ser acessado em wikiscanner.virgil.gr, e oferece listagens de alterações feitas pelas empresas e instituições mais famosas ou ainda um sistema de busca para procurar por órgãos específicos.

Postado por marginalia

Entrevista com Damian Marley: Sabor de Verão Davide Pinheiro






Entrevista com Damian Marley: Sabor de Verão Davide Pinheiro


É um dos músicos mais importantes para o reggae que se faz actualmente.

Damian Marley não vive à sombra das memórias de pai e criou um estilo muito próprio.

No Sudoeste, dá-se o regresso a Portugal numa altura muito própria.
Welcome To Jamrock», o último álbum de Damian Marley, do ano passado, foi o pretexto para uma visita ao Coliseu, no ano passado e agora para a passagem pelo Sudoeste.

Um registo de grande sucesso.«Não houve uma grande mudança desse álbum para os dois anteriores. Foi mais o resultado da experiência.

Sinto que cada peça encaixou no seu devido do seu lugar. O contexto do reggae também ajudou porque actualmente é um género que está muito na moda. Lembro-me que o concerto em Lisboa foi um dos mais importantes da digressão que realizei.

Actualmente, estou de férias em Miami mas estou ansioso para tocar no festival (Sudoeste).»
Apesar de ter bilhete de identidade jamaicano, Damian Marley é um músico que procura captar não só no seu país a sonoridade que depois transporta para estúdio.


O hip hop é uma das suas grandes referências.


«O hip hop, é sem dúvida, uma das minhas grandes influências apesar de eu estar mais ligado ao reggae. Não procuro seguir um género em particular mas sim criar o meu. No reggae, há muita gente talentosa mas também há muitos nomes que ninguém conhece. Na Jamaica, não há uma indústria musical profissionalizada o que faz com que muitos não tenham as oportunidades que eu tive. E é pena porque se perdem algumas carreiras que podiam ser muito promissoras.»


Apesar do reggae ser uma música muito «quente», Damian Marley é aquilo que convencionou chamar de animal de estúdio. É por isso que «Welcome To Jamrock» está carregado de pequenos sons próprios da tecnologia. «Adoro entrar em estúdio. O meu próximo álbum vai começar a ser preparado a partir de Setembro e é possível que já toque algumas coisas novas no concerto do festival que ainda não estão gravadas. Quando estou em digressão, levo sempre um pequeno estúdio atrás de mim para ir registando algumas ideias que vou tendo. E sim, o «Welcome To Jamrock» está carregado de pormenores tecnológicos.»


Para Damian Marley, o biénio 06/07 foi provavelmente o mais importante da sua carreira, mas o cantor prefere desvalorizar esse facto e continuar a trabalhar no dia-a-dia para melhorar cada vez mais o seu som.


«Foram anos muito importantes para mim, tal como todos os outros, porque se não fosse o trabalho que está para trás, não teria havido o «Welcome To Jamrock». Mas é verdade que nunca tive tanto mediatismo como agora e se isso acontece por alguma razão é. Acredito no trabalho, no talento e no mérito. Acho que me esforcei muito para chegar aqui e não mudei nada porque todos os dias tento fazer canções melhores. No concerto do festival, acho que vão poder ver isso mesmo, uma vez que vou apresentar algumas diferenças face ao de Lisboa, no ano passado.»


Davide Pinheiro
30-07-2007


domingo, agosto 26

Almadéna,de Mariana Ianelli




Lírica forjada em discreta beleza
por Fabrício Carpinejar *


Almadéna, de Mariana Ianelli, imita um transe religioso com o objetivo de fazer uma síntese do espírito Almadéna, o quinto livro da paulista Mariana Ianelli, já carrega no título uma promessa de reza.
Significa pequena torre de mesquita de três ou quatro andares, de onde se anuncia aos muçulmanos a hora das orações.

É um posto privilegiado, no qual o passado, o presente e o futuro estão suspensos pela profecia e pela convocação de seus fiéis. Não há tempo, apenas desígnios e destinos sendo cumpridos.

Desde o início, a autora firma um pacto, não é uma poesia que se lê, é uma poesia que exige uma adesão melódica como um hino. Entende-se "seguir" como aceitar a penumbra, a cláusula da devoção e da hipnose. Não estamos diante de uma poética de acontecimentos físicos, mas de "desacontecimentos".

Envolta em círios, Mariana Ianelli canta a capela. Sem instrumento. Com uma passada longa e repetitiva (tomada de advérbios), que tenta trazer à tona a espera de uma mulher por seu amor, desde sua gestação, passando pela infância marcada de presságios, os dias juntos até a despedida para o alto-mar, gerando a perda.É um livro que rumina influência dos cancioneiros portugueses e dialoga com o oceano, com um timbre essencialmente contemplativo e clássico, que se diferencia do minimalismo e realismo coloquial que dominam a poesia brasileira contemporânea.

O mar como território oscilante e temerário, de descobertas e de tensas partidas. Há sempre o lugar íntimo - corpo e casa - abrindo-se ao lugar aberto, de risco e sofrimento.Essa é a primeira surpresa, a aparição de uma voz ambiciosa, ainda jovem, antes dos 30, que pretende fazer uma síntese do espírito, uma súmula heróica subjetiva.

Ao lado de Alexei Bueno, seu estilo destaca o enigma, mais romântico do que parnasiano, explorando com helenismo o dom sensorial. É a intuição que manda no jogo culto de paráfrases e dialética.

As epígrafes de padre Antônio Viera anunciam o teatro do claro e do escuro, das aparências e máscaras. Não é uma arte da descoberta, e sim uma arte de releitura, de reviver os clássicos e reinstaurar um mundo de arquétipos pela mímesis.O real não está em questão, mas o mandamento e o símbolo. A vida como a determinação dos deuses, ao invés de escolha e livre-arbítrio humanos.

"O que finge existir não nos importa", diz um dos versos. A escritora lança uma problemática de estilo com sua obra. É um livro de vozes, não de voz, o que o tornará - para alguns - etéreo e hermético. São vozes oniscientes e onipotentes, conclusivas, que não estão partilhando intimidade, mas impondo sabedoria.

O conhecimento já se deu, ele está sendo apenas transmitido. Daí a afluência de ligações como "portanto", "porque", "então" e "logo" na conjunção dos versos, e a pouca presença das perguntas e das dúvidas no decorrer do livro, que fariam do espaço mais atormentado e participativo.Carece de uma vinculação com o perecível e o circunstancial, operando em um território mítico que nem sempre explica ao leitor como chegar a ele.

As memórias, as visões, as miragens e as profecias se entrelaçam, provocando uma incessante dispersão. Isso posto, a delicadeza de Mariana Ianelli e seu esplendor estão justamente quando ela quebra a ascese espiritual pela descrição carnal das cenas. Quando ela volta do transe e atua como mediadora. Deixa a mensagem atemporal pela sua miudeza. Desce do mirante para o solo.

Passa a ser voz individual e singular."Por um gole de rum,/ Por teus olhos antigos, / Ainda estar aqui. /Por pouco, muito pouco,/ Ainda acordar e vestir-se."Nesse caso, cria uma aproximação, um doer das coisas, e permite a visualização de gestos simples e cotidianos.

No momento em que assume uma persona polifônica e divina, de caráter coletivo, o tom fica ora determinante, ora abrupto. Fascina-se pela retórica e pela generalização do mundo, sem escolher um condutor concreto para focar tanta abstração."O ócio pelo ócio, /Fogo nos compêndios da História!/ Torne-se outro o que era um/ E nenhum o que era vário./ Perca-se o fio da memória./ Mais funda a noite,/ mais a fêmea se contorce./ Escuridão prostituta,/ Cruzes empestando as covas./ Não há dias que se desenrolem,/ Só um imenso atoleiro de horas /Onde dura o irracional./ Crianças contaminadas pelo tédio,/ Velhos fartos de deboche./ Vai subindo a fumaça do riso/ O pó do que eram ossos./ Toca uma flauta, esta flauta/ Universal como a treva/ E os irmão se consomem,/ Ladram e se consomem./ A necessidade de falar de tudo esvazia a intensidade do que se desejava falar."As palavras agem, nem sempre interagem numa "obediência líquida". Perpetua-se uma troca de assunto e ambiente com aparente desapego. As imagens ficam abertas e em seguida desaparecem, como se não houvesse necessidade de compreendê-las. Abre palco para vaguezas sentimentais ("regência de uma alma", "escombros de teu tesouro, saudades" e "mar de grãos") e despersonaliza sua escrita com adjetivos ("indecifrável alegria", "antigos rancores", "erros formidáveis"). O adjetivo corresponde a uma forma de comunicar e não se comprometer. Depara-se com um dilema entre glorificar o instante, próprio da poesia religiosa de Péguy, de Coleridge, de Lowell, de Hopkins, ou de resumir a ação e, assim, apressar o interesse. Quando glorifica o instante e fecha uma imagem, tem-se a beleza discreta e o ânimo de seus melhores versos:"Encontrar a chave anos mais tarde/ Quando a passagem já está perdida;/ Descobrir uma carta selada,/ Quando a palavra secou na raiz."Ou: "Porque cada coisa, para ser,/ Em seu todo se divide. /As fases da lua, a pele da orquídea,/ As cores com que se faz o branco."Ou: "Talvez a roda de bicicleta/ Envelheça o menino."E: "Antes que tenhas partido, já te espero./ No cheiro do carvalho e das cerejas./ Sei por onde vais e com que sede."Em todos os quatro casos acima, identifica-se a imanência emocional a partir de um elemento. Existe algo para olhar e se debruçar, algo para tocar e permanecer: a chave ou a carta, a orquídea e a roda de bicicleta, o carvalho e as cerejas. A poesia deixa o narcisismo do discurso geral, a transcendência dominante, para cultivar aparições e desvendar relações metafísicas com o visível. Não mais sair e sair, mas entrar e sair. Reparar que a roda da bicicleta talvez envelheça o menino é uma preciosidade imagética.No entanto, Mariana Ianelli tem intrepidez de sobra, em admirável composição lírica-elegíaca próxima da filosofia e vizinha do versículo. No canto De Agno, ela exercita o novelo exemplar de complementação de idéias e sensações, este, sim, com paciência no desdobramento da história. Narra o entusiasmo do sexo como se fosse um sacrifício e interpõe alusões bíblicas do campo a determinar a oferta:"Eu, placidez de cabra, perdão de joelhos./ Dentre os animais, um sim que pranteia./ Eu, estado de graça, salvar e adoecer."Talvez Almadéna valorize a delícia dos ouvidos e ressente-se justamente da ausência de um cuidado visual, de voltar para encerrar o impulso inicial do pensamento. Ocorre uma "vontade de nuvem", de cobrir e logo se afastar. O andamento perde em densidade à medida que as metáforas são maiores do que seu conteúdo aforístico. Soam afetivamente arbitrárias porque não se interpenetram. Num barroquismo manso, a poeta solta mais comparações do que a possibilidade narrativa de contê-las e significá-las. O deslocamento rápido de um plano íntimo para outro geral anula a concentração. A gula por abarcar distâncias interrompe a credulidade. E para amar a poesia de Mariana Ianelli, pede-se a crença irrestrita.


ESTADO DE S.PAULO, Caderno 2/Cultura, p. 5


Sobre o Autor Fabrício Carpinejar: Fabrício Carpinejar é poeta e jornalista, autor de Meu Filho, Minha Filha (Bertrand Brasil, 2007), entre outros livros

Livro: Masculino Feminino



Com este livro, Boff e Lúcia Ribeiro contribuem para que possamos entender melhor como se constroem as relações entre os sexos. O ponto de partida são duas conferências proferidas num pequeno círculo de amigos, nas quais a troca de idéias mostrou-se fecunda e criativa o suficiente para despertar em outras pessoas o interesse pelo debate. A singularidade dos textos está em expressarem duas visões diferentes e complementares - a de uma mulher e a de um homem. E mais ainda no fato de trazerem aos leitores a narrativa íntima dos autores, que ousam expor suas experiências com sinceridade.


Publicação prevista para: 31/8/2007
Previsão de envio a partir de: 31/8/2007

Bob Marley -No Woman No Cry





TERAPIA Pedras quentes

TERAPIA
Pedras quentes


ORIGINÁRIOS DOS VULCÕES (de características plutônicas) as hot stones são empregadas na terapêutica corporal e tratamentos estéticos como rebalanceadores energéticos (Foto: FOTOS: DANIEL ROMAN)

Na estética, as pedras quentes melhoram a musculatura facial e ajudam a emagrecer, devido ao reequilíbrio térmico, circulatório e liberador de toxinas

As pedras vulcânicas são usadas em todo o mundo para promover o relaxamento e integrar as energias.O fascínio que a natureza exerce sobre o homem é antigo e fácil de constatar. Basta se olhar para as diversas modalidades terapêuticas desenvolvidas e praticadas há milênios com argila, pedras (cristais), ervas, florais (essências de flores), banhos (em estâncias termais, cachoeiras, mar) entre outras.
Seus recursos sempre estiveram disponíveis como grandes aliados nos processos de cura e reintegração dos seres.
Historicamente, as ´hot stones´ contam com registros remotos, como no Velho Testamento.
Sabe-se que os antigos egípcios também já as empregavam.
Só no final do séculos passado, começaram a ser disseminadas na Europa e Estados Unidos, chegando ao Brasil há bem menos tempo e muito recentemente, em Fortaleza. Seus benefícios são tanto terapêuticos, como estéticos e emagrecedores, indicam os terapeutas holísticos Rosa de Lourdes Vasconcelos e Elson Freitas, ela especializada na abordagem corporal e ele com curso realizado em Portugal, onde adquiriu as pedras que utilizam.
Tanto nas massagens terapêuticas como nos tratamentos faciais, as pedras de origem vulcânica podem ser usadas quentes ou frias.
Colhidas em locais próximos a regiões vulcânicas, são escolhidas por sua textura uniforme e suave.
Aquecidas e postas em contato com a pele, proporcionam um toque especial ao servirem como objeto natural para a manipulação, o deslizamento e distensionamento muscular.
Rosa de Lourdes afirma que há anos já empregava os cristais associados ao conhecimento da Medicina Tradicional Chinesa (moxabustão, ventosas) e os toques desobstrutores do shiatsu. Aliando agora as hot stones à abordagem anterior, ela observa um complemento valioso a seu trabalho.
A MTC segue os princípios dos cinco elementos para recuperar o reequilíbrio do Chi´i e, unindo esse conhecimento à geoterapia, justifica, resulta em um efeito relaxante e reconfortante.Na prática, esclarece, alterna-se a aplicação de pedras frias e quentes no corpo.
Ela inicia sempre suas sessões com a reflexologia, nos pés, e as pedras quentes colocadas inicialmente ao longo da coluna, com uma toalha protectora.
Tal conduta ajuda a distensionar a musculatura para promover o mínimo possível de dor, já que exerce rapidamente um efeito vasodilatador.
O bem-estar causado pelo relaxamento muscular facilita o trabalho do próprio terapeuta, a fim de não causar desconfortos.
Com suavidade, a pessoa tem condições de ter acessado todo seu potencial interno de reintegração e equilíbrio.As sessões com as pedras quentes duram pouco mais de uma hora e promovem um relaxamento bastante saudável.
Há registros de que essas pedras foram empregadas por monges em seus longos períodos de jejum, para manterem auto domínio sobre a mente quando surgiam sinais de fome.
Tensões musculares são facilmente dissolvidas com o tratamento, informam Rosa de Lourdes e Elson Freitas, bem como diminuição das inflamações e um aumento da circulação sanguínea, com melhora das funções orgânicas e reequilíbrio corpo-mente.
Indivíduos com deficiência ou excesso do elemento terra são sempre beneficiados com o uso da geoterapia.
O contacto das pedras com o corpo acessa memórias celulares dessa energia - lembremos que nossos ancestrais, com a descoberta do fogo, se sentiam acolhidos e aquecidos no contacto com o solo, dentro de suas cavernas.
Os terapeutas comentam que junto à dissolução das tensões musculares, ocorre também a liberação de emoções congeladas com as pedras quentes e a massagem desbloqueadora.
´Qualquer abordagem que facilita o relaxamento, ajuda a promover saúde e bem-estar´, justificam, lembrando que a terapêutica com as pedras quentes, essencialmente, ajuda a promover o reequilíbrio do corpo, mente e espírito.
FIQUE POR DENTRO Vulcões cospem larvas que se solidificam As hot stones, com sua origem vulcânica (plutónica), carregam consigo uma memória ancestral longínqua em sua formação energética, por isso, a conotação terapêutica.

Os conhecimentos geológicos da formação terrestre indicam que no princípio o mundo era o próprio inferno.
A superfície do planeta era toda líquida, não de água, mas de rocha incandescente e a atmosfera de gases sufocantes. Partes da terra que permanecem dessa forma são os vulcões.
Quando activos, eles espelham a infância da Terra (cerca de 4,5 bilhões de anos atrás), quando o próprio planeta, os vizinhos e o sol tinham acabado de nascer. No Havaí há um vulcão (Kilauea, que dá nome ao arquipélago), activo desde sua erupção em 1983. É nesta região que se concentra um número enorme de vulcões, denominado de ´Círculo de Fogo do Pacífico´.
Estudiosos acreditam que a Terra já foi uma bola incandescente de metais e rochas líquidas e atmosfera com massa de gás ultra-aquecida (similar à cratera de vulcão), ou seja, um vulcão gigante que cuspia lavas - pedra líquida - ejectada de suas profundezas (o centro da Terra fica a 6,5 mil quilómetros de profundidade).
As pedras vulcânicas são lavas expelidas de vulcões activos que se resfriam em contacto com a água do mar e se solidificam.

Proteção da cultura

Proteção da cultura


As estatísticas são estarrecedoras: os crimes resultantes de roubo e furto de bens culturais só perdem para o tráfico de drogas e de armas.
Às vezes, a cotação internacional inflaciona os valores das peças subtraídas de museus, bibliotecas, pinacotecas, arquivos públicos e até residências particulares, sempre miradas pelos autores desses delitos.
Os ladrões, nessa área, seguem caráter de alta seletividade, agindo geralmente sob encomenda, com os objetos surrupiados destinados a um mercado exclusivo.
Os sistemas de segurança que os protegem nem sempre oferecem confiabilidade total, pois estão sujeitos ao manuseio dos próprios agentes operadores no seio dos quais guardiães se transformam em bandidos.
Com a conivência de elementos do público interno, conhecedores dos mecanismos de proteção dos acervos culturais, não há, nesse meio, proteção integral.
O recente furto de 900 cédulas e moedas do Museu do Ipiranga, em São Paulo, denota a fragilidade dos sistemas de vigilância eletrônica, armada, preventiva ou reativa.
Os sofisticados equipamentos de monitoramento do Museu, funcionando dia e noite, não inibiram a ação dos larápios.
Recentemente, o Museu Nacional do Rio de Janeiro viu seu acervo documental ser atingido em cheio pela ação desses vândalos, com a subtração de peças valiosas praticada por grupos jovens, bem informados, circulantes em ambientes sofisticados e até com ligações no exterior. A divulgação ostensiva dos atos de pilantragem inibiu os receptadores desse mercado marginal. O resultado foi o reaparecimento de parte das peças furtadas.
Antes, o Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, fora vítima de idêntica ação criminosa.
O antigo edifício-sede do Ministério das Relações Exteriores, uma construção de meados do século XIX, abriga o Museu Histórico e Diplomático com acervo de seis milhões de documentos sobre as relações exteriores do Brasil como nação.
Nessa massa de papéis públicos, está preservada a documentação do governo português transmigrado para o Brasil, em 1808, trazida por Rodrigo de Souza Coutinho, o conde de Linhares.
No Palácio do Itamaraty, a ação marginal se concentrou especialmente na sua mapoteca, que guarda milhares de mapas geográficos, cartas náuticas, atlas, plantas e desenhos cobrindo todas as regiões.
Os bens culturais são relevantes como signos da evolução dos povos.
No Brasil, esta compreensão não sensibiliza os governantes quando da elaboração dos orçamentos públicos. Uma alternativa para superar a carência de recursos desses órgãos seria a venda ao público interessado dos fac-símiles dos documentos armazenados, a maioria sendo destruída pela ação do tempo, cupins, traças e bolor, sem manuseio ou divulgação.
Igualmente a Igreja Católica se ressente da ação inescrupulosa de pessoas que cobiçam seus objetos sacros, sobretudo imagens de santos, verdadeiras jóias da escultura.
A instituição religiosa, também detentora do maior acervo sobre registros das pessoas naturais, poderia modernizar seus arquivos e democratizar as informações.

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